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Siniora acusa oposição de tentar boicotar a conferência Paris III

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Agência EFE

BEIRUTE - O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, acusou a oposição de boicotar a conferência Paris III para a reconstrução do Líbano, prevista para ser realizada em 25 de janeiro, numa 'tentativa de deixar o Líbano refém da tutela (estrangeira)'.

- Alguns tentam abortar a conferência de que todos precisamos - afirmou Siniora em entrevista coletiva às vésperas da greve geral convocada pela oposição pró-síria para tentar derrubar seu Governo.

O primeiro-ministro libanês reiterou que a Paris III é uma ocasião propícia para 'todos os libaneses que desejam um futuro melhor para eles próprios e para seus filhos, e não para um grupo ou para o Governo'.

- Seus efeitos serão sentidos durante muito tempo e todos os Governos futuros se beneficiarão - acrescentou o primeiro-ministro libanês, que acusou a oposição de 'agir para destruir este sonho, que talvez não se repita'.

Segundo ele, os opositores, ao convocarem a greve, apenas conseguirão 'frear o desenvolvimento do Líbano para que continue escravo e prisioneiro da tutela' (em alusão à Síria), mas garantiu que o país 'não retornará a esta situação não importa o que aconteça'.

Sobre as ameaças de alguns líderes da oposição, como o ex-ministro Suleiman Franjieh, que afirmou que 'os que saem para trabalhar devem pensar como poderão voltar para casa', Siniora pediu que as pessoas 'não tenham medo. Confiem no país, no Exército e na Polícia, que garantirão sua segurança e a liberdade dos cidadãos'.