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PARIS - O diretor da federação francesa de moda declarou na segunda-feira que Paris não tomará medidas adicionais para excluir as modelos muito magras de suas passarelas, porque as normas francesas relativas à saúde delas já são rígidas.
A Espanha, em setembro, proibiu modelos abaixo de determinado peso de participar dos desfiles de moda em Madri, e este mês os organizadores dos desfiles de Nova York divulgaram diretrizes para enfrentar o problema, embora não tenham chegado a proibir a presença das modelos magras demais.
- Precisamos nos manter atentos e informar as jovens, mas não regulamentar ainda mais - disse Didier Grumbach, diretor da federação francesa de moda, acrescentando que as modelos jovens já passam por verificações rígidas de saúde na França. - A regulamentação é algo que vai apenas pesar no ambiente - disse Grumbach a jornalistas antes do desfile do estilista libanês Elie Saab.
Grumbach disse que a história da moda já foi marcada por modelos muito redondas e também muito magras.
- Precisamos respeitar a história da moda - disse ele. - Precisamos prestar atenção para não vincular magreza com saúde ruim. Temos que ficar muito atentos.
O mundo da moda vem discutindo a questão das modelos ultramagras. Muitos estilistas e modelos rejeitam a hipótese de que possam encorajar o surgimento de distúrbios alimentares em meninas e jovens.
O governo e os líderes da moda na Itália assinaram um pacto que visa manter longe das passarelas as modelos que sejam doentiamente magras, exigindo que as mulheres mostrem provas de sua boa saúde sob risco de ser proibidas de desfilar.
O Brasil também lançou uma campanha para afastar de suas passarelas as modelos menores de idade e abaixo do peso, em resposta à morte de uma modelo brasileira de complicações decorrentes da anorexia.