Agência EFE
PEQUIM - O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, que se reuniu nesta quarta-feira com o premier da China, Wen Jiabao, lembrou em sua visita ao país asiático os pontos em comum no passado de judeus e chineses, dois dos povos que mais sofreram na Segunda Guerra Mundial, para tentar uma aproximação com Pequim.
- Quem dera meus antepassados pudessem estar aqui comigo - afirmou Olmert, emocionado, ao iniciar a reunião com Wen. Foi uma alusão ao fato de seus pais e avôs terem vivido no país na primeira metade do século passado, como refugiados.
O primeiro-ministro israelense realiza uma viagem oficial de três dias à China que terminará amanhã com uma reunião com o presidente Hu Jintao na qual Olmert, segundo os analistas, buscará convencê-lo a aumentar as pressões contra o programa nuclear do Irã, que Pequim vê com benevolência.
Em sua tentativa de ganhar a simpatia do gigante asiático, Olmert lembrou em entrevistas à imprensa local que Israel 'é muito agradecido pelo tratamento que a China deu ao povo judeu' durante a Segunda Guerra Mundial. Naquele tempo, cidades como Xangai serviram como refúgio para comunidades judaicas, acolhendo inclusive os avôs e pais do primeiro-ministro, que moraram em Harbin, no Nordeste do país.
Olmert também comparou o sofrimento dos dois povos: na Europa, os nazistas mataram seis milhões de judeus no Holocausto, e, na Ásia, os chineses sofreram com a agressividade dos invasores japoneses.