Agência EFE
MOGADÍSCIO - O presidente do Governo de transição somali, Abdullahi Yousef Ahmed, disse nesta terça-feira que o ataque aéreo lançado pelos Estados Unidos no sul da Somália é uma solução correta na luta contra o terrorismo.
- Aqueles que atacaram as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia estavam ali, portanto os americanos tinham o direito de fazer o ataque aéreo contra membros da Al Qaeda - disse Yousef em entrevista coletiva na capital somali.
- Os ataques foram uma ação correta em um momento correto - acrescentou.
O bombardeio, que se estendeu durante toda a segunda-feira e foi considerado oficialmente bem-sucedido, foi a primeira operação militar dos EUA na Somália desde que, em outubro de 1993, 18 soldados que faziam parte de uma operação de paz das Nações Unidas morreram.
- Não sabemos quantas pessoas morreram no ataque, mas com certeza foram muitas - disse o porta-voz governamental, Abdirahman Dinari, que acrescentou que a maioria das vítimas era combatentes islâmicos.
A ação americana aconteceu nos povoados de Elnadow, Hayow e Kudha, no sul da Somália, depois que foi confirmado que membros da Al Qaeda estavam escondidos na área, segundo o porta-voz.
Tropas etíopes e somalis estavam perseguindo nestas três áreas os últimos combatentes islamitas, após estes terem sido expulsos das áreas que controlavam desde junho - Mogadíscio e vários pontos estratégicos do sul da Somália - em uma operação que começou no dia 24.
Entre os alvos do ataque, lançado por um avião AC-130, segundo a rede de notícias americana "CBS", estavam um importante líder da Al Qaeda na África e um membro da organização que teria participado dos atentados de 1998 contra as embaixadas dos EUA na Tanzânia e no Quênia, onde morreram mais de 250 pessoas.