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BOGOTÁ - A Colômbia já destruiu 12.178 hectares de coca na fronteira com o Equador, e ainda restam cerca de 1.300 hectares, disse a polícia do país nesta terça-feira, repetindo que há cultivos ilegais no outro lado da fronteira.
O uso de aviões colombianos para espalhar herbicidas sobre as plantações de coca, matéria-prima da cocaína, provocou uma crise diplomática com o Equador. Quito alega que o veneno prejudica os cultivos, o meio ambiente e a população do seu lado da fronteira.
- Continuaremos fumigando e acabando com a coca na Colômbia. Temos a obrigação de acabar com o ilícito na Colômbia - disse o diretor da Polícia Nacional, general Jorge Daniel Castro.
Ele disse que, dependendo das condições climáticas, os 1.300 hectares restantes serão fumigados nos próximos dias. O general afirmou que, ao longo da operação, dez aeronaves da polícia foram alvejadas por guerrilheiros com metralhadoras e fuzis.
A Colômbia passou um ano sem realizar fumigações numa faixa de dez quilômetros junto à fronteira, mas retomou essa atividade em 11 de dezembro. Em protesto, o governo equatoriano retirou seu embaixador de Bogotá, e o presidente eleito do país, Rafael Correa, suspendeu uma visita à Colômbia.
O Equador ameaçou levar o caso a um tribunal internacional, enquanto a Colômbia apresentou estudos científicos, um deles da Organização dos Estados Americanos, segundo os quais a fumigação não causa danos ao meio ambiente nem à saúde.
A polícia colombiana apontou recentemente a existência de cultivos de coca no território equatoriano, o que agravou a crise entre os países. Castro insistiu na existência desses cultivos e disse ter passado a informação à polícia equatoriana.
O governo diz que na região de fronteira com o Equador há também a presença de rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo marxista que há mais de quatro décadas combate o governo e atualmente se financia principalmente com o narcotráfico.