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Paris pede que Teerã volte ao diálogo para evitar isolamento

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EFE

PARIS - O ministro das Relações Exteriores francês, Philippe Douste-Blazy, pediu neste sábado ao Irã que volte ao diálogo para evitar seu isolamento da comunidade internacional, pouco depois da aprovação de uma resolução da ONU impondo sanções se Teerã não suspender sua atividade nuclear.

- Convido as autoridades iranianas a optar pelo diálogo e voltar à mesa de negociações - ressaltou Douste-Blazy em comunicado, insistindo na vontade francesa de continuar trabalhando para que prevaleça "o caminho do diálogo".

O chefe da diplomacia francesa disse que, com a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, dá-se a opção a Teerã para "cooperar com a comunidade internacional ou prosseguir suas atividades de enriquecimento de tratamento (de urânio), com o risco de um isolamento crescente".

Com este texto, há a tentativa "mais que nunca de convencer o Irã a ater-se a seus compromissos internacionais", insistiu.

A resolução sobre a atividade de enriquecimento de urânio do Irã, apresentada pelo Reino Unido, França e Alemanha, foi adotada por unanimidade pelos quinze membros do Conselho de Segurança da ONU.

O texto pede que o Irã suspenda suas atividades de enriquecimento de urânio e o desenvolvimento de um reator de água pesada, como exige a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Se não cumprir as exigências, deverá enfrentar sanções, como a proibição de realizar importações e exportações de materiais perigosos e tecnologia relacionada a enriquecimento e processamento de urânio e com seus programas de mísseis balísticos.