EFE
PARIS - O ministro de Assuntos Exteriores da França, Philippe Douste-Blazy, pediu à Líbia que tenha "clemência"
com as cinco enfermeiras búlgaras e o médico palestino que foram condenados hoje à morte por contagiar mais de 400 crianças líbias com o vírus da aids.
- A França deplora este veredicto e pede clemência às autoridades líbias - declarou Douste-Blazy à imprensa em Paris.
O ministro lembrou que a França e a União Européia (UE) se opõem "fortemente" à pena de morte.
A França teve um importante papel diplomático neste caso por ter amparado muitas crianças líbias infectadas com o HIV.
Em Paris, um dos advogados dos condenados, Emmanuel Altit, disse que o julgamento dos seis "não foi justo nem eqüitativo", já que "todos os elementos que provavam a inocência das enfermeiras não foram levados em conta".
A defesa das enfermeiras búlgaras e do médico palestino anunciou que recorrerá da sentença ditada pelo Tribunal Penal de Trípoli.
As cinco enfermeiras e o médico foram presos em fevereiro de 1999 e condenados à morte em maio de 2004. Em dezembro de 2005, no entanto, a Corte Suprema da Líbia anulou a condenação e ordenou a revisão do julgamento por considerar que houve erros nos procedimentos judiciais.