EFE
BAGDÁ - O Supremo Tribunal Penal do Iraque reiniciou nesta segunda-feira em Bagdá o julgamento do deposto presidente iraquiano Saddam Hussein e de seis de seus ex-assessores pelo genocídio contra o povo curdo iraquiano durante a denominada campanha Al-Anfal.
Na sessão passada, realizada no último dia 7, dois médicos turcos relataram sua experiência como profissionais durante Al-Anfal, a ofensiva lançada pelo Exército de Saddam no Curdistão iraquiano entre 1987 e 1988.
Na audiência desta segunda, a 30ª desde o início do processo, em 21 de agosto, o juiz deve ouvir o testemunho de várias pessoas sobre a ofensiva, segundo fontes judiciais.
Segundo a Promotoria, cerca de 182 mil curdos morreram ou desapareceram durante a campanha militar e 4 mil aldeias foram destruídas.
O caso de Al-Anfal é o segundo processo aberto contra Saddam desde que foi condenado em novembro a morrer na forca, junto com dois de seus ex-colaboradores, por seu envolvimento no massacre de 148 xiitas na aldeia de Dujail, ao norte de Bagdá, em 1982.