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Processos contra Pinochet devem prosseguir, diz o juiz Baltasar Garzón

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AFP

MADRI - O juiz de instrução espanhol Baltasar Garzón, responsável pela detenção de Augusto Pinochet em Londres, em 1998, declarou nesta segunda-feira que a ação judicial contra o ditador chileno falecido no domingo deveria prosseguir.

Os processos em curso, especialmente na Espanha e no Chile, devem continuar porque é preciso obter a - reparação para as vítimas, não só de Pinochet, como de outras pessoas militares ou não-militares envolvidas, acrescentou.

Pinochet foi detido em Londres, em outubro de 1998, a pedido de Garzón, que o acusou de crimes de genocídio, terrorismo e torturas, com base em denúncias de familiares de espanhóis desaparecidos no Chile durante sua ditadura.

O governo britânico, alegando razões de saúde, recusou-se a extraditá-lo para a Espanha e Pinochet voltou ao Chile em março de 2000.

O juiz Garzón jamais abandonou as investigações sobre o ditador e obteve, em outubro, da justiça chilena a autorização para interrogar Pinochet e sua esposa pelo caso dos fundos secretos que o general possuía fora de seu país