EFE
PEQUIM - O Governo chinês expressou nesta segunda-feira o desejo de que a morte do ditador Augusto Pinochet não afete a estabilidade e o progresso do Chile, enquanto a imprensa oficial chinesa lembrou tanto a dura repressão da ditadura militar (1973-1990) como o desenvolvimento econômico que o país viveu naquela época.
- A China e o Chile são países amigos, e esperamos que o Chile possa manter sua estabilidade política, desenvolvimento econômico e progresso social - assinala o Ministério de Assuntos Exteriores chinês um comunicado, enviado à Efe, em reação à morte de Pinochet.
A agência estatal "Xinhua", por sua parte, destacou em sua programação a morte de Pinochet e que durante seus 17 anos de Governo "a economia chilena se desenvolveu muito, mas houve mais de 3 mil desaparecidos e mortos" em conseqüência da repressão dos opositores ao regime.
Pinochet visitou a China duas vezes, em 1993 e 1997, quando já havia se afastado da chefia de Governo, mas ainda ostentava o cargo de comandante-em-chefe das Forças Armadas chilenas.
O Chile foi um dos países latino-americanos com relações mais fluidas com a China, já que foi o primeiro da América do Sul a reconhecer o regime comunista, em 1970, e também foi pioneiro na hora de estabelecer com Pequim um acordo de livre-comércio, que entrou em vigor este ano.