EFE
CARACAS (Venezuela) - Os resultados das eleições presidenciais de domingo na Venezuela varreram do mapa eleitoral 62 dos 69 partidos que concorreram, pois não obtiveram 1% dos votos emitidos.
Os 62 partidos só poderão concorrer eleitoralmente se, a partir de 1º de janeiro de 2007, voltarem a se inscrever no Conselho Nacional Eleitoral.
Para isso, terão que recolher assinaturas em uma quantidade equivalente a 0,5% do censo eleitoral, cerca de 80 mil, algo que os partidos que obtiveram mais de 1% dos votos não precisarão fazer.
Os partidos que superaram este mínimo foram o governista Movimento V República (MVR), com 41,69%, e os opositores Um Novo Tempo (13,36%) e Primeiro Justiça (11,16%).
Também ficaram acima do mínimo os pró-governamentais Podemos (6,54%), Pátria Para Todos (5,13%), Partido Comunista da Venezuela (2,94%) e o opositor Copei (2,23%).
Entre os que deverão recolher assinaturas para voltar a se legalizar estão vários partidos com uma longa história política, como o Movimento ao Socialismo (MAS), que obteve 0,61% dos votos, e a União Republicana Democrática (URD), com apenas 0,73%.
O partido social-democrata Ação Democrática (AD), que durante décadas foi o mais poderoso da Venezuela e atualmente praticamente desapareceu do cenário político, também deverá passar por este trâmite.
O reitor principal do Conselho Nacional Eleitoral, Germán Yépez, lembrou hoje que o partido que não cumprir esse requisito será ilegalizado