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Trabalhadores italianos são seqüestrados em base da Agip na Nigéria

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EFE

ROMA - Três trabalhadores italianos e um libanês foram seqüestrados nesta quinta-feira no ataque a uma estação de bombeamento da empresa italiana Agip na Nigéria, na região do delta do Níger, informaram fontes do Ministério de Assuntos Exteriores.

O ataque foi cometido esta manhã no estado de Bayelsa, quando oito homens armados nigerianos entraram na estação e, após um tiroteio, no qual um trabalhador libanês ficou ferido, seqüestraram os quatro funcionários, informou em comunicado a empresa italiana de hidrocarbonetos Eni, matriz da Agip.

A unidade de crise estabelecida pelo ministro de Assuntos Exteriores, Massimo D'Alema, ativou, em contato com a Eni, "todos os canais úteis para conseguir um desenlace positivo", afirmou o ministério em comunicado.

O ministério acompanha o caso através da representação diplomática em Abuja e iniciou contatos com as autoridades nigerianas, às quais expôs sua "expectativa" de que os funcionários sejam libertados "em breve", sem que seja realizada nenhuma operação que "ponha em risco sua vida".

Em 22 de novembro, sete trabalhadores estrangeiros foram seqüestrados em uma embarcação de abastecimento de plataformas petrolíferas da empresa italiana Saimpem, dos quais um morreu e outro ficou ferido na operação de resgate.

Um dos seqüestrados, Francesco Arena, é funcionário da Eni, enquanto os outros, Cosma Ruso, Roberto Dieghi e Imad S., pertencem a empresas contratadas.

O Governo de Bayelsa "já teria iniciado contatos" para obter a libertação dos reféns, pois as autoridades "dão prioridade, por enquanto, à negociação e não se decidiu ainda uma ação militar para a libertação dos reféns", segundo a agência missionária Misna.