EFE
SYDNEY - Um dos principais jornais fijianos, o 'Fiji Times Limited', anunciou nesta terça-feira a suspensão de sua publicação depois que um grupo de militares ordenou a seus diretores que não publiquem informações contrárias ao Governo.
O chefe das Forças Armadas, Frank Bainimarama, assumiu nesta terça-feira o poder executivo do país e nomeou um primeiro-ministro de transição até a formação de um Governo provisório.
O editor do 'Fiji Times', Samisoni Kakaivalu, afirmou que ele e o diretor do jornal, Tony Yianni, foram advertidos pelos militares de que não poderão publicar nenhuma informação procedente do Governo de Laisenia Qarase, o primeiro-ministro deposto.
Kakaivalu disse que o jornal considera que a liberdade de imprensa requer levar em conta todas as opiniões, para confrontá-las, e, diante da impossibilidade de fazer isto, decidiram suspender sua publicação.
O editor acrescentou que o jornal fijiano manterá o pessoal e continuará atualizando seu site.
Qarase enviou ao jornal um comunicado para que fosse publicado na edição de quarta-feira no qual condenava o golpe de Estado de hoje.
- Como primeiro-ministro, apóio e defendo nossa Constituição, o Estado de direito e a democracia parlamentar em Fiji. Um golpe militar contra um Governo eleito é ilegal e as autoridades sofrerão as conseqüências porque ninguém está acima da lei, afirmou Qarase no comunicado