MUNDO
Rússia interrompe abastecimento de gás para a Europa
Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 31/08/2022 às 08:18
Alterado em 31/08/2022 às 08:18
A interrupção temporária no Nord Stream 1 deverá estender-se entre esta quarta-feira e a madrugada de sábado Reuters
Andreia Martins RTP - A Rússia interrompeu nesta quarta-feira (31) o fornecimento de gás para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1. Moscou justifica a decisão com a alegada necessidade de trabalhos de manutenção da única turbina que serve neste momento a infraestrutura.
De acordo com a Gazprom, gigante russa de energia, a interrupção temporária no Nord Stream 1 deverá estender-se entre esta quarta-feira e a madrugada de sábado, 3 de setembro. Durante estes dias, nenhum gás irá fluir para a Alemanha.
Dados do site da operadora do Nord Stream 1 mostravam que os fluxos para a Europa estão no zero desde as primeiras horas desta quarta-feira.
A Gazprom cita a necessidade de trabalhos de manutenção na única turbina ainda em funcionamento, localizada na estação de Portovaya.
Nos meses de junho e julho, Moscou já tinha reduzido significativamente o fornecimento de gás, mencionando problemas de manutenção e sanções.
Nessa terça-feira (30), o porta-voz do Kremlin indicava que só as sanções impedem as exportações para a Europa. "Existem garantias de que, para além dos problemas tecnológicos causados pelas sanções, nada atrapalha o abastecimento", esclareceu.
Apesar de citar problemas de manutenção no Nord Stream 1, a Rússia também interrompeu por completo o fornecimento de gás a países como a Bulgária, Dinamarca, Finlândia, Holanda e Polónia, tendo também reduzido o fluxo de outros gasodutos desde o início da guerra na Ucrânia.
Os cortes nos fluxos do Nord Stream 1 complicam ainda mais os esforços em toda a Europa para abastecer e preencher instalações vitais de armazenamento de gás, numa altura em que o continente se prepara para enfrentar os próximos meses de inverno.
Para a Europa, estes cortes ou reduções no abastecimento são "políticos" e têm por objetivo aumentar os preços da energia e provocar o pânico entre os países mais dependentes da Rússia em nível energético.