Rússia confirma que usou mísseis hipersônicos na Ucrânia

Kiev, por sua vez, anuncia morte de mais um general russo

Foto: Epa
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O 24º dia da guerra na Ucrânia foi marcado por novos ataques a Kiev, Mariupol e Lviv e com a confirmação da Rússia de que foram usados mísseis hipersônicos no país vizinho pela primeira vez no conflito.

Segundo nota divulgada neste sábado (19) pelo Ministério russo da Defesa, repercutida pela agência estatal Tass, os militares usaram o míssil Kinjal, um dispositivo ar-terra para destruir um depósito de armas subterrâneo. Não foram dados mais detalhes de que cidade foi alvo desse tipo de equipamento militar.

Do outro lado, Kiev informa que seus militares mataram mais um general russo, chamado Andrei Mordvichev, na cidade de Chernobayevka, após um tiroteio entre as tropas. Esse é mais um dos líderes russos a morrerem na guerra, em perdas não esperadas por Moscou.

Já Lviv, uma cidade que havia sido poupada dos primeiros ataques russos e para onde muitos cidadãos do país fugiram, voltou a sofrer com ações militares neste sábado que, a princípio, só causaram danos materiais a localidades próximas. O município foi também o destino escolhido pela maior parte dos países para transferir suas sedes diplomáticas que estavam em Kiev.

A boa notícia humanitária deste sábado é um acordo entre Ucrânia e Rússia para abrir um corredor humanitário em Lugansk, área separatista que foi reconhecida por Moscou como república independente dois dias antes do início da guerra.

O governador Serhiy Gaiday postou uma mensagem no Telegram em que dizia que a abertura da passagem começaria às 9h (hora local) e que, além de permitir a saída segura dos civis que querem fugir do conflito, iria liberar a passagem da entrada de água, comida e medicamentos para os que ficarem no território.

Segundo dados que foram checados pela Organização das Nações Unidas, foram confirmada 816 mortes de civis ucranianos e 1.333 feridos desde o início dos ataques.

No entanto, a própria ONU reconhece que esse número é muito inferior à realidade porque são apenas aqueles que a organização conseguiu confirmar.

As autoridades de Mariupol, por exemplo, estimam que só na cidade sejam mais de 20 mil mortos por conta da situação de sítio que a localidade vive desde o início dos combates.(com agência Ansa)

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