Ucrânia se juntar à Otan é a linha vermelha do ponto de vista militar, diz embaixador russo

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Foto: CNN/reprodução
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A Ucrânia se tornar membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é "a linha vermelha (para a Rússia) do ponto de vista militar e estratégico", afirmou o embaixador russo Vasily Nebenzya, durante seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU).

Nebenzya disse que houve um pedido da Rússia, aos integrantes da Otan em 2008, na Conferência de Bucareste, para que a Ucrânia e a Georgia não ingressassem na aliança militar. "A Ucrânia se juntar à Otan é a linha vermelha do ponto de vista militar e estratégico. Isso nos colocou numa situação à beira do conflito", justificou o embaixador russo.

Segundo ele, o pedido da Rússia contra o ingresso da Ucrânia na Otan não foi aceito pelos Estados Unidos e aliados da aliança militar, que tornaram, desde então, essa discussão "secundária".

O embaixador russo acrescentou, ainda, que o Acordo de Minski - que protegia as populações russas na Ucrânia, habitantes da região do Donbass - não foi cumprindo pela Ucrânia, que continuou ataques às regiões de Donetski e Luganski e tendo civis como alvos. “Os manifestantes na Praça Maidan (chamada de primavera ucraniana) foram mortos por snipers, aqueles que cometeram essa tragédia sabem muito bem as razões desses snipers, de forma decisiva, sobretudo no passado."

Nebenzya afirmou também que, na reunião do Conselho de Segurança da ONU, o assunto teve como resposta a propaganda do Ocidente e clichê da Rússia. "Por isso, a Ucrânia está nessa circunstância, nas negociações de Minski foi dada carta branca para Kiev ir adiante. O país foi inundado por armas, isso está nas mãos da liderança ucraniana e dos colegas ocidentais. Ouvimos mentiras infladas pelos meios de comunicação ocidentais, ouvimos mentiras, fake news ao ataque de civis (por parte da Rússia) e a um jardim de infância na Ucrânia. As forças russas estão controlando áreas militares e as pessoas seguindo a lei da ordem também." (Leandro Tavares e Altamiro Silva Junior/Agência Estado)

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