China anuncia plano atualizado para reduzir poluentes

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Foto: Mark R. Cristino/Epa
Credit...Foto: Mark R. Cristino/Epa

Poucos dias antes da abertura da COP26, a China, maior emissor mundial de gases de efeito estufa, apresentou nessa quinta-feira (28) à ONU seus novos compromissos climáticos.

Em sua nova "Contribuição Determinada em Nível Nacional (NDC, na sigla em inglês)", Pequim atualiza o plano de redução de emissões no qual promete atingir o pico "antes de 2030" e a neutralidade de carbono antes de 2060.

O documento prevê a redução da intensidade de carbono - emissões de CO2 em relação ao PIB - em mais de 65% em comparação com 2005.

De acordo com analistas, trata-se de pequenas melhorias no plano existente, longe de ser suficientes diante de um país responsável por mais de um quarto de toda a poluição por carbono.

Como parte do Acordo de Paris de 2015, todos os países concordaram em reduzir as emissões a fim de manter o aquecimento global abaixo de +2°C e, se possível, de +1,5°C, em comparação com a era pré-industrial.

Os signatários devem apresentar novos e mais ambiciosos planos de redução a cada cinco anos.

No ano passado, o presidente da China, Xi Jinping, indicou que a China atingiria o pico de emissões por volta de 2030 e da neutralidade de carbono por volta de 2060. Pequim, no entanto, perdeu vários prazos devido à pandemia de Covid-19.

Segundo o documento, publicado no site da ONU, a China também se compromete a aumentar a participação de combustíveis não fósseis a 25% de seu consumo, contra 20% em sua NDC anterior, em particular com o aumento de "sua capacidade instalada de energia solar e eólica para 1,2 bilhão de kW até 2030", assim como com o aumento de seu "estoque" florestal em 6 bilhões de metros cúbicos em relação a 2005.

No entanto, não está claro como Pequim pretende reduzir as emissões, uma vez que a trajetória das emissões na década atual não está desenhada.

Para Li Shuo, do Greenpeace China, o anúncio do governo chinês "lança dúvidas sobre o esforço climático global". "Em vista das incertezas econômicas internas, o país parece relutante em abraçar metas de curto prazo mais fortes e perdeu a oportunidade de demonstrar liderança", afirmou. (com agência Ansa)

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