Líbano sofre apagão total após encerramento de duas usinas elétricas por falta de combustível

As falhas de fornecimento de energia provocadas por uma escassez de combustível devem continuar por vários dias, informa a agência Reuters citando fontes oficiais

Foto: AP Photo / Hussein Malla
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As duas maiores usinas elétricas no Líbano deixaram de funcionar devido à escassez de combustível, deixando o país do Oriente Médio em escuridão total.

De acordo com a Sky News, a produção de energia nas usinas de al Zahrani e de Deir Ammar caiu para menos de 200 megawatts.

A companhia de eletricidade do país (Electricité du Liban, EDL) está tentando encontrar a uma solução para o problema e reiniciar manualmente a rede pública.

A empresa está tentando resolver os problemas na ausência do centro nacional de controle da EDL, que foi severamente danificado na potente explosão no porto de Beirute no ano passado.

O canal de TV local LBCI afirmou que a rede elétrica do Líbano está completamente desativada e que o país ficou na escuridão, especialmente depois das referidas usinas cessarem seu funcionamento por falta de combustível.

Ainda no final de setembro, a EDL alertou para a possibilidade de um apagão geral devido a ter ficado sem combustível ou que não poderia garantir a estabilidade da rede elétrica.

A empresa anunciou que "esgotou todas as opções e medidas de precaução tomadas e que não é mais capaz de garantir um fornecimento mínimo de corrente elétrica por causa desta situação, que está além de seu controle".

Entretanto, as autoridades libanesas informam que o fornecimento parcial da eletricidade foi restaurado. O restabelecimento completo é esperado nas próximas horas.

O Líbano tem passado por enormes problemas econômicos devido à pandemia de COVID-19 e à explosão devastadora no porto da capital, Beirute.

A instabilidade provocou uma escassez de gasolina para automóveis e diesel para geradores de energia, fazendo com que as interrupções de fornecimento de eletricidade se tornassem o novo normal no país. (com agência Sputnik Brasil)

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