Mais de 60 países exortam a que afegãos e cidadãos estrangeiros possam deixar o país em segurança

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No sábado (14), 65 países e o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança assinaram uma declaração conjunta sobre o Afeganistão, publicada pelo Departamento de Estado dos EUA, "apelando a todas as partes para que respeitem e facilitem a partida segura e ordenada de estrangeiros e afegãos que desejam deixar o país".

"Aqueles que estão em posições de poder e autoridade em todo o Afeganistão têm obrigação - e responsabilidade - pela proteção da vida humana e propriedade, e pela restauração imediata da segurança e ordem civil", diz a declaração.

Entre os países que assinaram a declaração estão a Austrália, Áustria, Bahamas, Bélgica, Burkina Faso, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Costa do Marfim, República Tcheca, Dinamarca, República Dominicana, El Salvador, Estônia, Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Estados Federados da Micronésia, Fiji, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Gana, Grécia, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Letônia, Libéria, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Ilhas Marshall, Mauritânia, Nauru, Países Baixos, Nova Zelândia, Nigéria, Noruega, Palau, Panamá, Paraguai, Polônia, Portugal, Catar, Coreia do Sul, Chipre, Romênia, Serra Leoa, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suriname, Suécia, Togo, Tonga, Uganda, Reino Unido, Ucrânia e Iêmen.

[O tráfego em Cabul parou em meio ao caos da tomada do Taleban no Afeganistão.]

"Os afegãos e cidadãos estrangeiros que desejem partir devem ser autorizados a fazê-lo; rodovias, aeroportos e travessias de fronteira devem permanecer abertas, e a calma deve ser mantida. O povo afegão merece viver em segurança, proteção e dignidade. Nós, na comunidade internacional, estamos prontos para ajudá-los", indica a declaração.

A declaração foi publicada após os talibãs tomarem Cabul, depois que o presidente Ashraf Ghani anunciou sua resignação e deixou o país.

Ghani afirmou que deixou o país para evitar um banho de sangue, quando os militantes estavam supostamente prontos para realizar um ataque à capital.(com agência Sputnik Brasil)