MUNDO
Suposto mandante do assassinato do presidente haitiano é detido
Por Jornal do Brasil
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Publicado em 12/07/2021 às 07:44
Alterado em 12/07/2021 às 07:44
Chefe da Polícia do Haiti, León Charles fala durante conferência de imprensa AFP 2021 / Valerie Baeriswyl
"A primeira pessoa que chamaram quando o avanço dos bandidos foi bloqueado foi Enmanuel Sanon, que trabalhava com outras duas pessoas envolvidas na autoria intelectual do assassinato", confirmou o chefe da Polícia, León Charles.
Sanon é médico e é o terceiro haitiano detido pelas investigações, que já resultaram na prisão de 18 colombianos, enquanto cinco continuam desaparecidos, e três morreram em confrontos com as forças do país.
Charles assegurou que Santon chegou ao país no início de junho a bordo de um avião privado, junto com alguns dos detidos, sob o pretexto de proteger seus negócios, mas que "esta missão mudou".
Sanon mantinha vínculos com uma empresa especializada em segurança. Durante uma busca em sua residência, foram encontrados equipamentos, armas, munições e autorizações de circulação da República Dominicana, entre outros itens.
Na manhã de quarta-feira (7), Jovenel Moïse, presidente do Haiti, foi assassinado a tiros em sua residência.
De acordo com a Polícia haitiana, o ato foi perpetrado por um grupo de 28 mercenários, 26 dos quais eram colombianos e dois haitianos-americanos.