Justiça dos EUA revela que líder militante 'esperou direção' de Trump para invadir Capitólio

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Foto: Sputnik / Stringer
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Desde a invasão de 6 de janeiro de 2021, autoridades federais dos EUA têm lançado várias acusações a trumpistas, sendo que muitos continuam presos pelo receio de que possam voltar a incitar mais ações contra o governo Biden.

Nessa quinta-feira (11), procuradores federais revelaram um documento judicial informando que Jessica Watkins, líder de milícia do estado americano de Ohio, estaria "esperando direção" do ex-presidente Donald Trump dias antes da invasão ao Capitólio.

O documento, que inclui algumas das ligações mais diretas entre Trump e os invasores, constatou que Watkins é uma "figura central que pôs em movimento a violência que inundou o Capitólio", não sendo de modo algum "um pião auxiliar que foi arrastado no momento".

Veterana militar, Jessica Watkins é membro integrante do grupo Cumpridores do Juramento, e alegadamente a comandante do grupo não oficializado Milícia Regular do Estado de Ohio, uma organização cujos membros fazem parte de uma parcela do grupo dos Cumpridores do Juramento, relata o documento.

Mensagens de texto obtidas pelos procuradores revelaram que Watkins e outros indivíduos teriam estabelecido sessões de treino para membros e novos recrutas, incluindo dois dias de "jogos de guerra" que fariam parte de um "treino de 'combate' para 'guerra urbana, controle de protestos, e operações de resgate'".

À medida que o dia da posse de Biden se aproximava, a veterana militar indicou estar "esperando direção" de Trump antes de agir sobre as queixas de eleição fraudada. Porém, em 9 de novembro do ano passado, uma mensagem de sua autoria mostrou que Watkins estaria preocupada que tudo fosse "uma armadilha elaborada".

"A não ser que o presidente nos ative, não será legítimo. O presidente tem também o direito de ativar unidades. Se Trump me pedir para ir, eu vou. Caso contrário, não posso confiar", conforme escrito na mensagem. Eventualmente, Watkins acabou recebendo o sinal de Trump. O corréu Donovan Crowl contou mais tarde que os membros da milícia pretendiam viajar até Washington D.C. em 6 de janeiro, pois "Trump quer que todos os patriotas capazes venham".

No dia da invasão, Watkins informou aos membros da milícia através de um canal em um aplicativo de mensagens criptografadas de que seu grupo de 30 a 40 indivíduos "permaneceriam juntos e seguiriam o plano", sublinharam os procuradores.

Em 18 de janeiro, Jessica Watkins foi detida com Donovan Crowl, tendo sido desde então acusada por crimes de obstrução de procedimento oficial, destruição de propriedade governamental, entre outras ofensas. "Contrariamente à vasta maioria, Watkins treinou e planejou para um momento como este." (com agência Sputnik Brasil)