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Partido de extrema-direita francês recupera um milhão de euros de subsídios apreendidos

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A justiça francesa confirmou nesta quarta-feira o embargo de fundos públicos do partido de extrema-direita 'Rassemblement National' por um caso de supostos empregos fantasmas no Parlamento, mas reduziu o valor de dois para um milhão de euros.

"É uma primeira vitória", afirmou o advogado do partido de Marine Le Pen (ex-Frente Nacional), que contempla apresentar um novo recurso contra a apreensão dos subsídios públicos.

Em junho, a justiça decidiu congelar de modo preventivo dois milhões de euros de ajudas públicas da Rassemblement National (Reunião Nacional), em consequência de uma investigação sobre supostos empregos fictícios para auxiliares do partido no Parlamento Europeu.

A justiça acusa Le Pen e outros membros do partido pelo uso de fundos destinados a contratar assistentes no Parlamento Europeu para pagar funcionários do partido de extrema-direita na França por vários anos.

No caso de uma condenação, os acusados poderiam ser obrigados a devolver sete milhões de euros.

Marine Le Pen chamou a decisão judicial de "sentença de morte" para seu partido, que luta para se recuperar da derrota para o candidato de centro Emmanuel Macron na eleição presidencial do ano passado.

O 'Rassemblement National' esperava receber quase 4,5 milhões de euros de subsídios públicos este ano, um valor estabelecido em função dos resultados do partido nas eleições do ano passado.

As ajudas públicas são comuns nos países europeus, que as consideram uma forma de garantir a igualdade de condições entre os partidos, ao mesmo tempo que limitam os riscos de corrupção política ou financiamento ilegal.

bur-meb/pc/fp



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