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Portugal acolherá 10 dos 58 migrantes do navio Aquarius

País chegou a um acordo com França e Espanha

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O governo de Portugal anunciou nesta terça-feira (25) que receberá 10 dos 58 migrantes resgatados no Mediterrâneo pelo navio Aquarius, operado pelas ONGs SOS Méditerranée e Médicos Sem Fronteiras.

 

Por meio de um comunicado, o governo português disse ter chegado a um acordo com Espanha e França, no âmbito de uma "resposta solidária ao fluxo de migrantes que procuram chegar à Europa através do Mediterrâneo". Ainda não se sabe o destino dos outros 48 deslocados internacionais.

 

"Portugal continua a defender uma solução europeia integrada, estável e permanente para responder a este desafio migratório, mas, por razões humanitárias e face à situação de emergência em que se encontram estas pessoas, manifesta mais uma vez sua disponibilidade para, solidariamente e de forma concertada com Espanha e França, acolher parte do grupo de migrantes", diz a nota.

 

Tanto a Itália quanto a França já haviam fechado seus portos para o Aquarius. Roma justifica que a medida é uma forma de combater os fluxos irregulares no Mediterrâneo, enquanto Paris argumenta que o navio deve atracar no "porto seguro mais próximo", como mandam as normas internacionais. Esse peso recai sobretudo nas nações mais ao sul, como Itália e Grécia.

 

"Neste momento, temos 58 pessoas a bordo, socorridas entre quinta-feira e sábado. As condições meteorológicas estão piorando, e nas próximas horas esperamos mares com ondas de até cinco metros. Por isso é fundamental encontrar um porto para desembarcar essas pessoas em segurança", disse um dos socorristas, em vídeo postado no Twitter.

 

O Aquarius é o último navio civil em operação para resgatar migrantes no Mediterrâneo e atua sob bandeira do Panamá, que, pressionado pela Itália, decidiu revogar seu registro. Com isso, a embarcação precisará conseguir a bandeira de outro país antes de voltar ao mar.



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