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Juiz indicado por Trump é alvo de nova acusação de assédio

Brett Kavanaugh teria assediado mulher na época da universidade

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O juiz norte-americano Brett Kavanaugh, indicado pelo presidente Donald Trump a um posto na Suprema Corte do país, foi acusado neste domingo (23) por outra mulher de violência sexual.

 

De acordo com a revista "The New Yorker", a suposta vítima é Deborah Ramirez, de 53 anos, que estudou com Kavanaugh na Universidade Yale, nos Estados Unidos. Segundo ela, durante seu primeiro ano na faculdade, nos anos 1980, Kavanaugh teria abaixado a calça e colocado os genitais em seu rosto durante uma festa. Ramirez também acusa o juiz de ter dado risada dela após a ação.

 

Em um comunicado, a Casa Branca defendeu Kavanaugh, afirmando que a nova acusação faz parte de uma "campanha de difamação coordenada pelos democratas".

 

Recentemente, a professora Christine Blasey Ford acusou o magistrado de abuso sexual. De acordo com ela, Kavanaugh tocou-a, esfregou seu corpo no dela e tentou tirar sua roupa à força quando os dois eram adolescentes.

 

"Este suposto evento de 35 anos atrás não aconteceu. As pessoas que me conheciam sabem que isso não aconteceu e disseram isso.

 

Estou ansioso para testemunhar na quinta-feira sobre a verdade e defender meu bom nome e a integridade que passei a vida inteira construindo", afirmou Kavanaugh. Michael Avenatti, advogado da atriz pornô Stormy Daniels, que diz ter mantido uma relação extraconjugal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que também possui "informações confiáveis" contra o magistrado fornecidas por uma terceira mulher.

 

Na próxima quinta (27), tanto Ford quanto o juiz devem prestar depoimento à Comissão de Justiça do Senado. O escândalo paralisou a nomeação de Kavanaugh para a Suprema Corte, indicação que pode mudar o equilíbrio de forças no principal tribunal do país.



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