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Queda de avião russo afetará relações Rússia-Israel, diz Kremlin

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A derrubada por erro de um avião russo na semana passada por parte da defesa antiaérea síria prejudicará as relações entre Rússia e Israel - afirmou o porta-voz do Kremlin, citando atos "premeditados" dos pilotos israelenses.

"A destruição do nosso avião causou a morte de 15 dos nossos soldados. Segundo as informações dos nossos especialistas militares, foram atos premeditados dos pilotos israelenses, algo que pode apenas danificar nossas relações" com Israel, disse o porta-voz Dmitri Peskov à imprensa.

Na última segunda-feira, a defesa antiaérea síria derrubou, por engano, um avião Il-20 sobre o Mediterrâneo, com 15 militares a bordo. Naquele mesmo momento, mísseis israelenses apontavam contra depósitos de munições na província síria de Latákia, no noroeste do país.

Moscou acusa Israel de ser responsável pela queda de seu avião, afirmando que as forças israelenses avisaram apenas um minuto antes de seus ataques e que os aviões F-16 israelenses usaram o Il-20 como "escudo" contra os mísseis sírios.

Israel rejeita a versão russa.

Peskov classificou o acidente como "uma cadeia trágica de coincidências" e, hoje, voltou a acusar os pilotos israelenses.

"O avião não foi derrubado por um míssil israelense, graças a Deus. Mas os pilotos israelenses permitiram que se criasse esta cadeia trágica de coincidências", indicou Peskov.

"As informações recuperadas por nossos especialistas militares dão conta disso com eloquência", acrescentou.

Hoje, a Rússia anunciou sua intenção de entregar à Síria, em duas semanas, um sistema de defesa antiaérea S-300 e disse que vai interferir em algumas comunicações no Mediterrâneo perto da Síria.

Um comunicado do Kremlin indicou que o presidente russo, Vladimir Putin, informou seu colega sírio, Bahsar al-Assad, por telefone, nesta segunda, da próxima entrega desses sistemas de defesa.

Peskov justificou a decisão "pela necessidade de garantir a segurança dos soldados russos". Esses militares intervêm na Síria em apoio ao governo Assad desde 2015.

Essas decisões "não são contra nenhum outro país, mas pela defesa dos nossos soldados", justificou o porta-voz.

 

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