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Internacional

Milhares protestam em Gaza contra demissões na agência de refugiados

UNRWA enfrenta grave crise financeira após decisão de Trump

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Milhares de funcionários da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA, por sua sigla em inglês) manifestaram nesta quarta-feira em Gaza contra as demissões anunciadas pela agência após o corte do financiamento americano.

Entre as mais de 5.000 pessoas que participaram do protesto estavam membros do movimento islamita Hamas e de outras organizações políticas.

A UNRWA enfrenta uma grave crise financeira após a decisão, no final de agosto, da administração de Donald Trump de suspender todo o financiamento.

O governo americano era o maior contribuinte para o orçamento da UNRWA, a quem forneceu 350 milhões de dólares em 2017.

Como resultado, a agência anunciou que eliminaria 250 postos de trabalho em Gaza e na Cisjordânia e mais 500 vagas seriam transformadas em empregos a tempo parcial.

A agência ajuda milhões de palestinos na região e desempenha um papel importante na Faixa de Gaza, assolada por guerras e pobreza e sob bloqueio israelense e egípcio.

Cerca de 13.000 habitantes de Gaza trabalham para UNWRA e proporcionam ajuda a dezenas de milhares de pessoas neste enclave, que tem uma das maiores taxas de desemprego mundial, enquanto 44% da população está desempregada, um número que atinge 61% entre os jovens.

A notícia das demissões provocou protestos entre os funcionários da agência, que acusou o sindicato dos trabalhadores de causar um 'motim'.

Nesta quarta-feira, Amir al-Machal, membro do grupo sindical, anunciou "uma greve geral em todas as agências regionais da UNWRA na próxima segunda-feira", no que seria a primeira de mais manifestações futuras.

A administração Trump justificou sua decisão, acusando a agência de multiplicar o número de palestinos elegíveis ao status de refugiado e de adotar uma posição favorável a estes últimos.

Ele também se queixou de contribuir de forma desproporcional à sua maneira orçamento.

Os palestinos veem nesta decisão uma prova adicional do alinhamento dos Estados Unidos com os interesses do governo israelense. Na semana passada, a ONU alertou para a situação humanitária "catastrófica" na Faixa de Gaza.

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