O Partido Pirata alemão surpreendeu nas eleições regionais do país e conquistou 8,5% dos votos. A votação garantiu um lugar no Parlamento à legenda, que defende a liberdade total do fluxo de informação e a flexibilização dos direitos autorais. Eles tiveram até desempenho superior ao de alguns partidos aliados à chanceler Angela Merke, como o FDP.
Pirata brasileiro
Na contramão, o Partido Pirata do Brasil continua apenas no papel. O partido não conseguiu ser reconhecido a tempo pela Justiça Eleitoral para participar das eleições municipais do ano que vem. A principal razão para o fracasso foi a rigidez brasileira, que requer 490 mil assinaturas de nove estados para reconhecer oficialmente uma legenda. E não vale assinatura pela internet.
Para os líderes do Partido Pirata, não conseguir participar das eleições do ano que vem foi uma dupla derrota. Além de adiar ainda mais o contato do partido com o povo, eles devem estrear nas urnas em 2014, quando a briga por postos estaduais e federais é bem mais acirrada do que as eleições municipais.