Adriana Degreas trouxe o jeito chique de ser brasileira para as passarelas do SPFW. Adriana entende de tudo que é chique e o resultado, é claro, não poderia ser outro. A grife se inspirou em morenas avassaladoras como Dalma Callado, Maria Thereza Goulart, Rose di Primo e Sonia Braga, que compareceu ao vivo e a cores fechando o desfile, a platéia, a noite e o que mais viesse à cabeça do público.
Deslizando no cenário cobre, com piso e imensas palmeiras em couro metálico, a tigresa avançou poderosa até a ponta da passarela, com movimentos sexies, mexendo no cabelo, fazendo biquinhos, sob os vocais poderosos de Gal Costa, na música que Caetano compôs para a diva à época da novela Espelho Mágico. Isso, claro, faz tempo. Eram meados de 1970, e o show de Degreas homenageava justamente essa década. Não foi à toa que quem abriu o espetáculo foi Antonia Frering, filha de outro ícone da década, a deslumbrante-translumbrante-sensacional Carmen Mayrink Veiga. Tudo aos olhos da filhota Maria, que fazia carinhas de aprovação, babando pela mamãe-ursa.
Os caftãs, túnicas, longos, maiôs e biquinis com estampas de costela-de-adão, onças, plumagens de pássaros e índios brasileiros derão show, completados pelas belas clutches de palha colorida de Glorinha Paranaguá. Chic, chic.