Em evolução, Brasil mira treinos no Japão e força máxima no Pan

Dos sete atletas do Brasil que já disputaram o Mundial de Judô de Paris, quatro foram eliminados por japoneses. Dominando a competição (conquistou cinco de seis ouros), o país asiático já atrapalha a evolução do Brasil há algum tempo, e a Seleção mira treinos em "campo inimigo" para sanar esta dificuldade de enfrentar nipônicos.

Em dezembro, o Brasil participará do Grand Slam de Tóquio, e a delegação nacional não pretende visitar o oriente somente para a competição. De acordo com Rosicleia Campo, treinadora da equipe feminina, a Seleção chegará no Japão semanas antes para um período de treinos, que se estenderá após o fim do torneio.

"Vamos suprir nossas necessidades indo para o Japão. A gente fica, treina, vamos fazer um mapeamento das atletas e treinar com elas. Depois temos o Grand Slam e um treinamento pós Grand Slam. Vamos tomar um chá de Japão", disse a treinadora, que explicou o ponto que as brasileiras mais precisam evoluir.

"Velocidade de pegada. As japonesas são muito mais rápidas para chegar no quimono, temos que trabalhar mais isso", disse Rosicleia.

A comandante da Seleção feminina apontou também o próximo grande desafio do Brasil após o término do Mundial. De acordo com a treinadora, o País irá com seus principais atletas para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que ocorrem em outubro.

"A gente quer levar a principal equipe para o Pan e ter representatividade. O campeonato Pan-Americano não é fácil para a gente. O Mundial é mais difícil, mas o Pan é encrencado, chato. As meninas da pan-américa se jogam muito, elas ficam impacientes. Eu falo 'olha, jogar na pan-américa tem que ter paciência'. Os árbitros pensam que é volume de luta, mas não é, é enganação", explicou.