Com xodó Jael, empresa emplaca mais um em time de Luxemburgo

Ao perder seu quase xará Wanderley para o futebol da Arábia Saudita, o treinador Vanderlei Luxemburgo não foi tão criativo em encontrar um substituto. Para o lugar do centroavante que ele próprio havia indicado no início do ano, foi contratado Jael, de passagem apagada pela Portuguesa. A semelhança entre ambos está no proprietário: Wanderley e Jael pertencem à empresa Energy Sports.

Em quatro anos de atividade, já que surgiu em 2007, a Energy registra uma série de negócios com os clubes nos quais trabalhou Luxemburgo. O primeiro deles, no Santos, se deu com a transferência de Rodrigo Souto, que atuava no Figueirense. No Palmeiras, a relação se fortaleceu graças ao investimento da Traffic.

Após o Paulista 2008, por indicação de Vanderlei, foram contratados para o Palmeiras, junto ao Mirassol, os laterais Jefferson e Fabinho Capixaba, além do volante Sandro Silva. É justamente no Mirassol que surge a Energy Sports, empresa criada para gerir o departamento de futebol.

Nenhum dos atletas teve vida longa no Palestra Itália. Fabinho teve atuações fracas e foi um dos mais perseguidos pela torcida nos últimos tempos. No Palmeiras, por sinal, os tentáculos do grupo investidor se espalharam: pelo menos quatro nomes das categorias de base palmeirenses também têm ligação contratual com a Energy. Os principais são o zagueiro Luiz Gustavo, ex-Seleção, e o atacante Dunguinha.

Em Minas Gerais, foi mais discreta a quantidade de negócios entre os times comandados por Luxemburgo e a Energy Sports. A única parceria entre o Atlético-MG e a empresa durante a permanência do técnico por lá foi na contratação de Nikão. Revelado no Mirassol, o meia seguiu o técnico em três clubes, passando por Palmeiras, Santos e Atlético-MG, clube que comprou seus direitos no último ano.

Já após a saída de Vanderlei Luxemburgo, a Energy negociou dois dos reforços do clube mineiro neste ano: o lateral Patric e o atacante Wesley. A empresa virou ainda representante de duas joias atleticanas. São eles o lateral Eron e o meia Bernard, com passagens por Seleções de base.

No seu atual clube, o Flamengo, o treinador indicou a contratação do centroavante Wanderley, então no Grêmio Prudente. Em um semestre na Gávea, ele acabou negociado por quase R$ 6 milhões com o futebol sul-coreano. Mesmo em baixa na Portuguesa, em que era reserva, e tendo fracassado em passagens por Cruzeiro e Atlético-MG, o atacante Jael foi a indicação de Luxemburgo para o ataque do Flamengo e chegou à Gávea com status de xodó do treinador. Começou com o pé direito: no último sábado, contra o Coritiba, saiu do banco para marcar o gol da vitória nos minutos finais. Já na última quarta-feira, ele sofreu o pênalti que garantiu o 1 a 0 sobre o Atlético-PR, pela Copa Sul-Americana.

O assessor de imprensa de Vanderlei Luxemburgo, curiosamente, também já prestou serviços para a Energy Sports. Segundo ele, "é uma empresa que está no mercado como qualquer outra e Vanderlei não tem nenhum tipo de ligação que não seja profissional, como outras que ofereceram e colocaram atletas nos clubes onde ele estava".

Os principais negócios entre os times comandados por Luxemburgo e a Energy Sports

Jefferson - PalmeirasSandro Silva - PalmeirasFabinho Capixaba - PalmeirasNikão - Palmeiras, Santos e Atlético-MGWanderley - FlamengoJael - Flamengo