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Para Mano, Fred é mais capaz do Damião

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Em entrevista ao programa Zico na Área, da TV Esporte Interativo, o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, destrinchou suas ideias de esquema de jogo para a Copa América, explicou a convocação de Fred, rasgou elogios ao Paraguai e lamentou a pressão sofrida em jogos no Brasil.

Confira os principais trechos da entrevista:

Copa América

"O importante para a Seleção Brasileira na Copa América é sair de lá com a sensação clara de que evoluiu. Será um torneio de marcação forte, de jogo pegado. Infelizmente, não vamos disputar as Eliminatórias, então temos de aproveitar essa oportunidade de preparação."

"É uma etapa importante da formação do time. Passar bem por ela é fundamental para ganhar confiança. Se o resultado não vem, todo mundo desconfia da ideia do técnico, até ele mesmo e os jogadores. E sem confiança você não vai a lugar algum."

Esquema

"O 4-3-3 é uma possibilidade, jogamos assim contra a Holanda, com o Robinho aberto pelos lados. Perguntam se eu quero fazer o Robinho meia armador. Isso não existe, o Robinho não é armador. Ele cresceu no Milan quando voltou a jogar como segundo atacante, pelas beiradas do campo."

"Minha ideia é formar um triângulo e eventualmente chamar um meia para jogar do lado porque às vezes falta armação - o que não pode ocorrer. Se ficar só com um criando, o adversário bota o melhor marcador em cima e você fica sem opções."

Estreia contra a Venezuela

"A gente tem acompanhado a Venezuela, que tem jogado com duas linhas de quatro. Quando você joga com uma equipe assim, você pode encaixar bem com dois volantes e dois meias. É uma equipe que vai ficar esperando, então temos de saber reter a bola."

Fred x Leandro Damião

"Neste momento, o Fred é mais capaz do que o Leandro Damião. Não estou discutindo a qualidade técnica do jogador, mas temos muitos que estão indo a uma competição importante pela primeira vez, é preciso dar um equilíbrio. O Damião tem a idade para jogar as Olimpíadas, essa é a competição dele."

Planejamento para os próximos anos

"Até a Copa América, fizemos a mescla chamando 80 % da Seleção Principal e 20% da Olímpica. Depois da Copa América, vamos reverter e convocar pensando nas Olimpíadas. Depois, teremos uma ideia do que fizemos até ali. Então, teremos um grupo final e, a partir dali, dois anos para fazer os últimos ajustes."

Olimpíadas de Londres

"Temos de lutar pela medalha de ouro, é uma marca importante. Já estivermos perto em algumas oportunidades, mas sempre escapou. Como parte do futebol brasileiro, temos de ter esse entendimento. O jogador tem de saber que irá fazer parte de uma Seleção que irá ganhar a medalha de ouro pela primeira vez e jamais será esquecida."

Pressão sobre a Seleção

"A pressão sempre vai existir. A Seleção tem sido muito vaiada nos últimos anos, especialmente aqui no Brasil. A torcida às vezes mistura com outras frustrações, e isso não pode ocorrer. Mesmo porque a Seleção é um patrimônio nosso, temos de cuidar bem dela."

"As pessoas têm de ter um entendimento do estágio onde a Seleção se encontra. Muitos apontam que ainda não ganhamos de um adversário de primeiro escalão. Não ganhou porque ainda faltam alguns ajustes. Não fizemos um gol na Holanda por um detalhe. Se destruir tudo, começar do zero, não vamos chegar a lugar nenhum. A Seleção não vai ficar pronta no primeiro ano de trabalho. É assim e sempre vai ser assim."