Giba participa da quinta geração na Seleção de vôlei e prevê melhorias

SÃO PAULO - Gilberto Amaury Godoy Filho, ou Giba, é uma das lendas do vôlei brasileiro. Em plena atividade na Seleção e ao lado de Serginho e Gustavo, o ponteiro já conquistou todos os títulos possíveis com a camisa verde e amarela. Desde 1995 defendendo o país dentro das quadras, o atleta já alcança a quinta geração de sucesso na Seleção Brasileira, mas prevê ainda mais evolução do vôlei.

Em entrevista ao Terra, Giba afirmou que o grande segredo das conquistas do vôlei brasileiro se deve a essa renovação, sempre com uma mescla entre a experiência de grandes nomes do esporte com garotos que surgem a cada ano na Superliga.

"A estrutura, as condições que temos, tudo isso ajuda. São poucos os lugares no mundo que tem essa estrutura. Mas o principal ponto é fazer um bom trabalho de base. A gente vê seleções vencendo e não tendo renovação, mas não é o caso do Brasil que sempre se renova. Em 95 foi meu primeiro ano e cada ciclo é uma geração boa que aparece. Estou indo para quinta geração e cada ano evoluímos, com melhores jogadores e melhor estrutura", afirmou Giba.

Com a camisa da Seleção Brasileira, Giba tem uma verdadeira coleção de títulos, entre eles o ouro olímpico em Atenas 2004, o tricampeonato mundial, e nada menos que oito títulos da Liga Mundial. Um currículo para fazer inveja. E aos 35 anos Giba nem pensa em parar. Com um largo sorriso no rosto, o ponteiro fala sobre a sensação que traz ao atleta quando ele disputa uma Olimpíada, já prevendo os Jogos de Londres, em 2012.

"Costumamos falar que o espírito olímpico só é conhecido quando você entra na Vila Olímpica. Mas esse ano será bom porque teremos vários campeonatos, será um ano longo. Vamos focar na classificação na Copa do Mundo (torneio classificatório para Olimpíada), em novembro, e depois já iremos nos sentir dentro da Vila. Você faz tudo pensando naquele momento, mas agora temos que pensar na classificação para chegar lá", lembrou Giba, que participou do lançamento do livro "Brasil, o País do vôlei", em São Paulo.

Outra lenda do vôlei que esteve no evento foi Montanaro. Hoje coordenador das categorias de base do Sesi-SP, o ex-atleta também fez questão de elogiar a estrutura da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e as condições de trabalho que a entidade leva aos profissionais desse esporte.

"Eu fico maravilhado em ver esse relacionamento que o vôlei consegue com várias, tantas décadas, tantos craques. A CBV, não só o Ary (Graça, presidente da CBV), mas toda a equipe. Fico orgulhoso por fazer parte disso. É um modelo de gestão, de relacionamento de sucesso, que tem que servir de exemplo para outras modalidades para sermos uma potência olímpica", afirmou o ex-jogador.

Montanaro é medalhista de prata na Olimpíada de Los Angeles, em 1984, e vestiu a camisa da Seleção em 304 jogos. Conquistou 13 campeonatos paulistas, 11 campeonatos brasileiros, 12 campeonatos sul americanos e um campeonato mundial.