RIO - Jairo, Jeferson, Ryan, Matheus, Cidinho e Sassá. Líderes da Taça Guanabara de Juniores, o sexteto da Base foi chamado às pressas pela comissão técnica do time principal para recompor o elenco após os nove inesperados desfalques. Dos seis jogadores, quatro viajarão com o time que enfrenta o Boavista neste sábado, às 18h30, no estádio Claudio Moacyr.
Jairo (atacante) e Cidinho (meia) estão entre os artilheiros da Taça GB. Jeferson era o camisa 10 dos Juniores do São Paulo, mas a gerência geral da Base fez uma proposta sedutora e o trouxe. Fez o mesmo com zagueiro Matheus, que veio do Goías, e Ryan, do Fluminense. Sassá, por sua vez, é atacante do Juvenil e mais uma joia rara. "Estava trabalhando firme. Sabia que uma hora essa chance iria chegar. Dou conta e, se precisarem de mim, podem me procurar", afirmou Jeferson.
Do sexteto, o mais brincalhão era o mais novo. Bem tranquilo para a primeira entrevista com tantos jornalistas, Sassá foi chamado de Somália pelos jogadores profissionais. E se sentiu honrado com o apelido, especialmente quando o próprio Somália entrou na roda. Brincadeiras à parte, Sassá sabe falar sério ao se tratar de Botafogo. "A oportunidade veio, estou muito tranquilo. A expectativa é grande, espero poder entrar e fazer uma grande partida", comentou.
Cidinho, talentoso meia e uma das grandes promessas da Base, pensa um pouco mais longe. Já vê seu nome sendo cantado em um estádio lotado, repleto de botafoguenses apaixonados pelo seu futebol. "Quero dar muita, mas muita felicidade para a torcida do Botafogo. Vou seguir em busca dos meus objetivos para realizar esse sonho", afirmou.
Jairo verá o ex-companheiro de Juniores, Willian, como titular no jogo deste sábado. Ter alguém conhecido entre tantas "estrelas" faz o centrovante ficar mais tranquilo para o jogo. "Vou conversar bastante com o Willian e ele me passou alguns conselhos. O Caio também meu deu alguns toques. Vou tranquilo para a partida. Oportunidade igual a essa não sei quando virá novamente", comentou.
O sucesso do sexteto se deve essencialmente a uma mudança de filosofia na gerência da Base. Com uma equipe técnica de excelência somada a uma série mudanças estruturais consideráveis, a Base inicia a fase de colheita após os dois primeiros anos da gestão Mauricio Assumpção serem de intenso de trabalho, partindo praticamente do zero.
O Botafogo deixou claro que garimpagem e contratações também são trabalhos de Base. Nessa nova filosofia, as gerências do profissional e da base estão alinhadas e próximas, o que permite que jogadores sejam trabalhados desde o início. Jefferson, Matheus e Ryan, que têm pouquíssimo tempo de clube, são exemplos desse processo.
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