O São Paulo não pretende devolver a Taça das Bolinhas à Caixa Econômica Federal, apesar da determinação da Justiça do Rio de Janeiro ocorrida nesta terça-feira. O diretor jurídico do time tricolor, Kalil Rocha Abdalla, avisou que o clube não faz parte do processo movido pelo Flamengo contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
"Não cogito devolver, absolutamente. Não recebi intimação nenhuma e, se é um processo entre Flamengo e CBF, como me mandam devolver a taça? Não sou parte deste processo", disse.
No processo que tem o Flamengo como autor e a CBF como ré, o juiz Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, da 50ª Vara Cível do Rio, determinou que o São Paulo tem um prazo de 24 horas para devolver a Taça das Bolinhas à Caixa Econômica Federal.
No entanto, Abdalla reitera que o Flamengo deveria reivindicar o troféu diretamente junto ao São Paulo. "A ação está mal posta, deveria ser contra o São Paulo ou a Caixa. Há uma semana, o Ricardo Teixeira declarou o São Paulo como campeão. Agora, fala que o título é do Flamengo".
Em entrevista na segunda-feira, na Gávea, a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, pediu que o São Paulo devolvesse a taça:
"Meu desejo é que eles tenham a nobreza de devolver a taça para a Caixa Econômica porque uma vez reconhecido o título o primeiro pentacampeão é o Flamengo", disse a mandatária.
O juiz Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, da 50ª Vara Cível do Rio de Janeiro, determinou nesta terça-feira que o São Paulo devolva a Taça de Bolinhas à Caixa Econômica Federal. A decisão foi tomada por uma ação cujo autor é o Flamengo e tem a CBF como acusada. O objetivo do clube carioca é conseguir a taça da Copa União de 1987.
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