A notícia do reconhecimento do título do Flamengo na Copa União de 1987 como campeão brasileiro não foi bem aceita nos lados do São Paulo, que travou batalha nos bastidores com o clube da Gávea nos últimos anos pela posse da Taça das Bolinhas, dada pela CBF ao primeiro time que levasse o troféu nacional cinco vezes. Com a decisão anunciada nesta segunda-feira, dirigentes do Morumbi negam qualquer tipo de preocupação, segundo o jornalFolha de S. Paulo, com um possível pedido de devolução do objeto, entregue na semana passada.
De acordo com a publicação, um diretor são-paulino até cogita tomar medidas extremas para evitar que a símbolo da conquista deixe a sala de troféus do Morumbi em caso de uma intervenção policial. O dirigente estuda esconder o objeto e até cita o desaparecimento e derretimento da Jules Rimet como exemplo, lembrando do polêmico "sumiço" da taça que representa o tricampeonato mundial da Seleção Brasileira em 1970
Entenda o caso
A polêmica no Campeonato Brasileiro de 1987 surge quando a CBF, na época, abdica da organização do torneio, alegando falta de recursos. É quando surge o Clube dos 13, que mantém a competição em vigência, convidando ainda Goiás, Coritiba e Santa Cruz. O torneio é vencido pelo Flamengo em decisão contra o Internacional.
Depois de abdicar da organização do Brasileiro, a CBF voltou atrás e criou o que ficou conhecido como o módulo amarelo, que teve 16 outros clubes e o Sport como seu campeão em final contra o Guarani. A entidade máxima do futebol brasileiro designou que teria de haver um cruzamento entre os dois, além de Flamengo e Internacional, para que fosse definido o real campeão.
Discordantes, Flamengo e Inter se negaram a jogar o quadrangular decisivo, o que fez a CBF anunciar Sport como o campeão e o Guarani vice. Em 1988, estes dois clubes inclusive representaram o Brasil na Copa Libertadores