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Com William, Corinthians assume lentidão no planejamento de 2011

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Ex-vice de futebol, Mário Gobbi anunciou sua saída do Corinthians no dia 7 de dezembro do último ano. Entre o espaço aberto e a contratação de William, apresentado nesta segunda-feira para ser gerente de futebol, foram exatamente dois meses. Nesse intervalo, Roberto de Andrade passou a ocupar o cargo de Gobbi e ainda recebeu um diretor adjunto, Duílio Monteiro Alves.

A demora em fechar a reforma no departamento de futebol corintiano ajuda a explicar a lentidão na busca por reforços que pudessem auxiliar a vida do treinador Tite na disputa por um lugar na fase de grupos da Copa Libertadores. Diante das fatídicas decisões com o Tolima, o técnico escalou 13 jogadores titulares diferentes - e 12 deles já estavam no clube em 2010.

"Não faltou trabalho para nós. Se o William estivesse antes, talvez pudesse nos ajudar, mas se os reforços não chegaram, não foi por falta de trabalho. Continuamos atrás de contratações", argumentou Roberto de Andrade, nesta segunda-feira, durante a apresentação do novo gerente de futebol. Em quase dois meses no cargo, ele fechou os nomes de Wallace, Fábio Santos, Ramírez, William e, apenas na última semana, Liedson, o único capaz de chegar e vestir a camisa.

Até 2010, Mário Gobbi centralizava as decisões apoiado em Mano Menezes e no presidente Andrés Sanchez. Sem Gobbi e Mano, o departamento de futebol se viu fragilizado para que pudesse definir os reforços com rapidez. Na campanha de 2009, por exemplo, nomes como Cristian, Elias e Morais, fundamentais no elenco campeão, foram contratados com alguns meses de antecedência ao ano seguinte.

Iniciando a segunda semana de fevereiro, o Corinthians ainda quer pelo menos dois reforços. Segundo Tite, um meia com a característica de Elias e um substituto para o próprio William. A indefinição sobre um zagueiro simboliza como o departamento bate cabeça: primeiro, se admitiu o desejo por Manoel ou Edu Dracena, mas ao fracassar nas negociações, o clube abriu mão e disse que confiava em Leandro Castan. Nesta segunda, o novo gerente admitiu que essa é uma posição carente, o que o treinador já falara na sexta.

William chega ao Corinthians para preencher o espaço em aberto desde março de 2009, quando Antônio Carlos Zago saiu em consenso com a direção por falta de clima com Mano Menezes após a noitada de Ronaldo em Presidente Prudente. O novo gerente, único remunerado do departamento de futebol, poderá se dedicar ao clube de forma integral. Suas missões serão auxiliar Duílio e Roberto na busca por reforços, mas também dar suporte à comissão técnica e aumentar o controle sobre os jogadores.

"Se precisar, vou cobrar. A amizade não atrapalha. Sou funcionário do Corinthians e defendo o interesse do clube e em ter uma equipe forte. Quero todos os jogadores da melhor forma possível, física e tecnicamente. O presidente, o Roberto e o Duílio me liberam liberdade e a cobrança vai haver", observou. "Qualquer que seja o jogador, sair ou não (na noite) exige bom senso. Tem horas que deve, outras não".