Rivalidade com argentino motiva campeão brasileiro na patinação

Brasil e Argentina não são rivais apenas no futebol. Prova disso é o sentimento que o bicampeão pan-americano de patinação artística Marcel Sturmer mantém. O brasileiro admite que sente um gosto especial em derrotar o rival Daniel Arriola, um dos grandes patinadores do mundo. Em entrevista ao Portal Terra, o favorito a mais um ouro no Pan de Guadalajara em 2011, lembra que essa rivalidade começou na competição do Rio em 2007.

"Na época eu fiz uma coreografia de um samba. Antes disso eu já tinha feito uma divulgação sobre essa coreografia e todos estavam preparados para assistir. O Daniel competiu antes de mim e eu vi a apresentação, que foi muito boa. No fim da apresentação, ele olhou para mim e deu uma sambada, me provocando. E isso foi o começo da rivalidade. Mas é uma rixa positiva. Eu o admiro como atleta, mas quero ganhar dele sempre. E isso me faz treinar muito. Me empolga saber que nós dois estamos lá para brigar pelo ouro", afirmou Sturmer.

Além da Argentina, outro país que pode complicar para Marcel nas principais competições do mundo é a Itália. "Hoje quem domina é a Itália, tanto na competição quanto nos shows. No fim do Mundial deste ano chamaram atletas para fazer um circuito de shows na Itália. É um esporte muito divulgado lá, é tradicional".

Além de ser bicampeão olímpico, Marcel coleciona medalhas nos mundiais da categoria. Nos últimos anos foram nada menos que quatro medalhas de bronze, em 2002, 2003, 2008, 2010. "Ganhei os dois últimos Jogos Pan-Americanos e o objetivo é ser campeão de novo, mas não aguento mais o bronze. Quero ficar com ouro ou prata no Mundial do ano que vem aqui no Brasil".

Com uma brilhante história em um esporte pouco divulgado no Brasil, Marcel admite que se inspira em alguns ídolos para sempre subir ao lugar mais alto dos pódios do mundo.

"Na patinação hoje eu treino com a Janaina Espíndola. E quando eu era criança ela era o ícone da patinação. Era minha primeira referência, mas me inspirei em outras pessoas de outros esportes, como Romário e Guga, que não só dominavam o esporte, mas passavam mensagens como coragem, etc. Do Romário eu levo a personalidade. A patinação é artística e é importante estar forte na essência. Não se pode olhar e copiar um outro patinador. Tem que ter personalidade. É um esporte que tem que ficar firme nas raízes. E o Romário é assim", afirmou.