Sul-Americana: Palmeiras bate Atlético-MG, incendeia Pacaembu e vai à semi

SÃO PAULO - Quatro jogos separam o Palmeiras da Copa Libertadores de 2011. Em uma noite especial no Pacaembu, a equipe palestrina teve seu melhor público como mandante no ano e uma torcida eufórica. Assim, venceu o valente time reserva do Atlético-MG por 2 a 0 e avançou às semifinais da Copa Sul-Americana. Marcos Assunção, com gol olímpico, e Luan, na etapa final, construíram a classificação.

Garantido na semifinal, o Palmeiras fica no aguardo de seu próximo adversário. Nesta quinta-feira, o Avaí recebe o Goiás na Ressacada para definir o segundo clube brasileiro aspirante à final da Sul-Americana. No Serra Dourada, o placar foi empate por 2 a 2. No próximo meio de semana a disputa por decisão já tem início sem data e nem locais definidos.

Com mais de 35 mil presentes ao Pacaembu, o Palmeiras mobilizou seus torcedores para uma noite que aproximaria o time do sonho de jogar a Libertadores de 2011 via Copa Sul-Americana. Foi superior no primeiro tempo, correu alguns riscos após o intervalo, mas soube fechar o caixão atleticano em um contra-ataque fatal.

Um lugar acima da zona de rebaixamento, o Atlético-MG se concentra agora na luta pela permanência na Série A do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras, por sua vez, tende a esquecer de vez a competição e se concentrar na reta final da Sul-Americana. Sábado, na Arena do Jacaré, os atleticanos têm a visita do Flamengo. O time de Felipão viaja até o Serra Dourada, no dia seguinte, para pegar o Atlético-GO.

Os detalhes da classificação palmeirense

Se aproveitando da ótima atmosfera proporcionada por seus torcedores, o Palmeiras entrou para decidir sua sorte na Copa Sul-Americana com o espírito que pedia a ocasião. No primeiro tempo, foi bem superior aos reservas do Atlético-MG e mereceu a vantagem mínima, que poderia até ser maior. O time de Luiz Felipe Scolari também não mediu esforços, o que fez os atleticanos se sentirem desconfortáveis durante quase todaos os 45 minutos iniciais.

Articulando bem, especialmente pela direita, com Márcio Araújo e Tinga combinando com Kléber e Lincoln em vários momentos, o Palmeiras chegou ao gol de Renan Ribeiro em algumas ocasiões extremas. Aos 10min, Valdívia recebeu pelo centro e, com liberdade, serviu para Tinga finalizar e exigir boa defesa do jovem goleiro atleticano. Foi o primeiro e praticamente último lance do chileno.

Em um raro momento de instabilidade palmeirense, o Atlético-MG chegou ao ataque e por pouco não foi às redes. Fernandinho saiu da ala esquerda para o centro e articulou lindo passe em profundidade para Ricardo Bueno finalizar entre dois marcadores. Em ótima fase, Deola alvejou a bola.

O susto acordou novamente o Palmeiras, que sentiu pouco a saída de Valdívia. Ao contrário dos últimos jogos, Lincoln entrou bem e colocou fogo na partida. Aos 23min, ele bateu forte da entrada da área e assustou. Em seguida, criou jogada que geraria escanteio e, por consequência, o gol palestrino. Marcos Assunção bateu o córner e fez olímpico, aos 26min, depois de Luan subir junto com Alê e a bola passar por todos.

O Palmeiras não se deu por satisfeito e, no último terço do primeiro tempo, jogou em cima de um atordoado Atlético-MG. Lincoln finalizou duas vezes: na primeira, a bola passou por cima. Na segunda, Renan Ribeiro impediu. Fabiano, logo depois, recolheu bola solta na entrada da área e tirou tinta da trave de Deola. Confiantes, os palmeirense voltariam a assustar com Márcio Araújo em outra boa intervenção do goleiro atleticano. Era o fim da etapa inicial.

Sem o mesmo desejo pelo segundo gol: foi assim que o Palmeiras retornou para o segundo tempo, com postura mais cautelosa e preso à defesa graças ao esforço dos reservas atleticanos. Mesmo sem entrosamento, o time de Dorival Júnior mostrou valentia e qualidade. Mas apesar do domínio territorial, só criou uma ocasião de gol em 20 minutos. Em jogada combinada, Ricardo Bueno bateu e acertou a rede pelo lado de fora.

Atento à melhora atleticana após o intervalo, Dorival Júnior sentiu que precisava de mais qualidade e um posicionamento mais ofensivo. Para isso, três trocas quase em sequência: Serginho no lugar de Alê, para vigiar Lincoln mais de perto e especialmente duas trocas ousadas. Saíram Diego Macedo e Fabiano para as entradas do jovem Nicão e de Diego Tardelli. Obina, hostilizado pela arquibancada, permaneceu no banco.

Quando o Atlético-MG tentava se soltar ainda mais em campo, e Ricardo Bueno havia ameaçado pelo alto, a classificação palmeirense se concretizou. Tinga arrancou pela direita em um contra-ataque fulminante e passou para Lincoln só rolar para Luan. Livre, ele teve tempo de ajeitar, calcular e botar cruzado nas redes de Renan Ribeiro. Aos 33min, a vaga estava nas mãos do Palmeiras.