Agência EFE
PARIS - O ciclista alemão Patrick Sinkewitz, ex-corredor da equipe T-Mobile, flagrado no exame antidoping durante a Volta da França, poderá ser preso apesar de ter cooperado com a Justiça.
Sinkewitz fez uma extensa confissão à procuradoria acusando os médicos esportivos da Universidade de Freiburg que preparavam os ciclistas de sua equipe, segundo a revista semanal alemã Der Spiegel.
No entanto, o atleta não citou nomes de outros companheiros suspeitos e por isso, a promotoria poderá puni-lo com uma detenção coercitiva, prevista pela lei alemã para forçar uma confissão.
Devido aos escândalos de doping, o ciclista teve seu contrato rescindido com a equipe, que perdeu o patrocínio da companhia telefônica que emprestava o nome aos competidores.
Após ter sido suspenso durante a competição, o ciclista, 27 anos, confessou ter se dopado, mas disse que foi inconscientemente.
Sinkewitz afirmou ainda que o doping era prática comum na T-Mobile e acusou dois assessores médicos da equipe da clínica de Freiburg.