Milan reina na Europa tendo brasileiro Kaká como príncipe

Agência EFE

MILÃO - Definitivamente o Milan reinou nos campos europeus em 2007 tendo o meia brasileiro Kaká como seu príncipe, pois ficou com os títulos da Liga dos Campeões, após derrotar o Liverpool por 2 a 1 na decisão, e do Mundial de Clubes da Fifa, no qual bateu o Boca Juniors na final por 4 a 2.

No entanto, o início da temporada não foi nada animador para a equipe de Milão. Punida com a perda de 8 pontos no Campeonato Italiano por envolvimento no caso de corrupção no futebol, o Milan também temia a possibilidade de ser impedida de participar da Liga dos Campeões.

A equipe comandada por Carlo Ancelotti sofreu durante todo o Campeonato Italiano, prejudicada pelos pontos negativos com os quais iniciou a competição, mas acabou tendo seu bom futebol recompensado na maior competição de clubes da Europa.

Conforme ia avançando na Liga dos Campeões, o time de Milão recuperava o moral abalado pelos escândalos na Itália e recuperava seus melhores jogadores.

O Milan voltou a contar com o experiente Paolo Maldini, com o habilidoso Clarence Seedorf, com o talentoso Andrea Pirlo e o com o artilheiro Filippo Inzaghi.

Porém, acima de todos apareceu o brasileiro Kaká, que se tornou definitivamente no príncipe da equipe de Milão após conduzi-la às conquistas da Liga dos Campeões, na qual foi o artilheiro, e do Mundial de Clubes, competição que terminou como melhor jogador.

Além disso, ele foi eleito o melhor jogador do mundo por seus colegas de trabalho (prêmio FIFPro), pelos técnicos e capitães de seleções nacionais (prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa) e pelos jornalistas (Bola de Ouro da revista francesa 'France Football' e a premiação da publicação inglesa 'World Soccer").

- Tudo aconteceu de forma muito rápida e de uma forma que nunca imaginei. Porém, a Bíblia diz que Deus nos dá mais do que nós pedimos - afirmou Kaká após alcançar o topo do mundo.

O sucesso de Kaká deixou em um segundo plano o argentino Messi e o português Cristiano Ronaldo, as outras estrelas da temporada européia.

Messi assumiu definitivamente a condição de novo ídolo argentino, após marcar dois golaços que foram comparados por muitos a lances do craque Maradona na Copa de 1986.

Já Cristiano Ronaldo foi peça fundamental na vitoriosa campanha do Manchester United, que voltou a ficar com o título do Campeonato Inglês após duas temporadas de domínio do Chelsea.

Por outro lado, a equipe de Stamford Bridge ficou tanto sem o título inglês como sem seu treinador, o português José Mourinho, que deixou o Chelsea por problemas de relacionamento com Roman Abramovich, o magnata russo dono da equipe.

Na Espanha, o Real Madrid surpreendeu a todos e conquistou o Campeonato Espanhol, título que o poderoso Barcelona considerava seu.

Entretanto, a conquista desta competição não impediu a saída do técnico italiano Fabio Capello, que foi substituído pelo alemão Bernd Schuster.

Porém, Capello encontrou um novo emprego antes do final do ano e assumiu o comando da seleção inglesa com a missão de devolver o orgulho à Inglaterra, que não conseguiu se classificar para a próxima edição da Eurocopa sob o comando de Steve McClaren.

Já na Itália o título ficou com a Inter de Milão, claramente beneficiada pelo rebaixamento da Juventus para a segunda divisão e pela punição do Milan. A Roma, considerada a outra equipe favorita, nunca chegou a ser um adversário à altura.

Outro campeão inusitado foi o Stuttgart, que se aproveitou da fraquíssima temporada do poderoso Bayern de Munique para ficar com o título do Campeonato Alemão.

Quem também se destacou em 2007 foi o Sevilla, que, além de garantir o bicampeonato da Copa da Uefa após derrotar o Espanyol na final da competição em uma disputa de pênaltis na qual brilhou o goleiro Palop, terminou o ano como a melhor equipe do mundo segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS).