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SÃO PAULO - O advogado Rubens Approbato Machado, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e conselheiro do Corinthians, disse que o clube poderia ter previsto os problemas decorrentes da parceria com o MSI. Segundo ele, os dirigentes que aceitaram o acordo sabiam exatamente com quem estavam lidando.
- Não é possível pisar no lamaçal e querer sair limpo. Quem entrou nessa, entrou sabendo que era um lamaçal. Dizer agora que eles não sabiam, não dá. Podem falar para qualquer um, menos para mim, pois eu estava nas reuniões nas quais a parceria foi aprovada - declarou Approbato ao Terra Esportes TV.
Quando o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, apareceu com a proposta de parceria com o fundo de investimentos, o advogado fez uma pesquisa na junta comercial de Londres, onde supostamente era localizada sua sede. Chegou à conclusão de que a empresa não existia.
- Na seqüência, peguei o nome que a gente tinha, Kiavash Joorabchian, e fiz o que qualquer pessoa de dois ou três anos faz hoje: uma busca na Internet. Veio um monte de nomes, inclusive o desse Boris (Berezovski, magnata russo por trás da parceria). Isso tirou qualquer apoio que podíamos ter dado àquilo - contou o conselheiro.