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Alonso defende suas ações em caso de espionagem

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REUTERS

ROMA - O piloto Fernando Alonso, da McLaren, afirmou ter obrigação moral de dar à entidade máxima da Fórmula Um a informação que eles procuram no caso de espionagem que ameaça tirar as chances de título de sua equipe.

- Eu apenas vejo uma opção e é apoiar a investigação e dar a eles o que eles pedem - afirmou o bicampeão mundial em matéria publicada no jornal esportivo AS neste sábado.

- Quando a autoridade máxima num esporte pede que você colabore, não há nada que você possa fazer contra. Você não tem escolha - acrescentou o piloto de 26 anos.

- Não posso correr pensando que não agi corretamente. Há razões morais que me unem ao esporte - disse o espanhol a jornalistas no Grande Prêmio da Itália.

"Não posso esconder a informação que poderia ser revelada por outros e correr o risco de a FIA me acusar de esconder a informação, e me punir. A única coisa que fiz foi ir ao encontro de uma obrigação moral e responder o que a FIA me perguntou. Não vou começar a julgar o que enviei a eles. Eles é que devem decidir isso."

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) revelou na sexta-feira que escreveu semana passada a Alonso, Lewis Hamilton (atual líder do campeonato e companheiro de Alonso na McLaren) e ao piloto de testes da equipe, Pedro de la Rosa, procurando informações do caso de espionagem que tirou um pouco do glamour do esporte.

A McLaren suspendeu seu projetista-chefe, Mike Coughlan, em julho depois de encontrar 780 páginas de informações técnicas da Ferrari em sua casa na Inglaterra.

A Ferrari suspeita que a informação foi enviada a ele por Nigel Stepney, já demitido da escuderia italiana. Coughlan nega.

A carta da FIA efetivamente prometeu aos pilotos da McLaren uma anistia de acusação se eles cooperassem. Mas ameaçou com ''sérias consequências" se eles escondessem qualquer informação.

A FIA não confirmou ter recebido respostas dos pilotos mas afirmou na quarta-feira que tinha uma nova evidência e estaria convocando seu conselho mundial de esporte a motor, entidade máxima do esporte, para uma reunião dia 13 de setembro em Paris.

Uma primeira audiência em julho decidiu não impor nenhuma sanção à McLaren, que negou ter incorporado qualquer informação da Ferrari em seu carro, por falta de provas de que ela tenha se beneficiado dos dados.

No entanto, a McLaren foi alertada então de que seria excluída deste e do próximo campeonato de Fórmula 1 se novas evidências surgissem. A McLaren tem no momento 11 pontos a mais do que a Ferrari.