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Boxeadores cubanos afirmam que PF insistiu para que ficassem no Brasil

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Agência AFP

HAVANA - Os dois boxeadores cubanos deportados para Cuba após terem desertado durante os Jogos Pan-Americanos Rio-2007 afirmaram em Havana que agentes da Polícia Federal e procuradores insistiram para que ficassem no Brasil, onde teriam melhor sorte. - A Polícia Federal nos dizia que ficaríamos no Brasil, que no Brasil teríamos muito mais dinheiro do que em Cuba, que íamos ser personalidades no Brasil e que iriam nos fornecer os passaportes para que já fôssemos oficialmente brasileiros - disse o pugilista Erislandy Lara, em uma entrevista publicada nesta quinta-feira.

Lara, campeão mundial e até então capitão da equipe de boxe, assegurou que a Polícia "insistia em perguntar se queríamos voltar para Cuba, se estávamos seguros de retornar a Cuba, e dizíamos que sim".

O peso galo Guillermo Rigondeaux, bicampeão olímpico e mundial, disse que nos escritórios da Polícia Federal ''todos os delegados, todo mundo nos dizia'': - Fiquem aqui, não voltem para Cuba, que lá em Cuba uma grande punição espera por vocês.

A pedido de Fidel Castro, o jornal oficial Granma publicou em duas de suas oito páginas a entrevista que a TV cubana fez com Lara e Rigondeaux, em sua chegada a Cuba no domingo.

Segundo as autoridades cubanas, os boxeadores desertaram atraídos por uma oferta da companhia alemã Arena Box Promotions, que contratou outros três campeões olímpicos cubanos. Após quase duas semanas sem notícias, os boxeadores foram encontrados em Araruama.