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LONDRES - A vitória do Chelsea na conquista da FA Cup atrapalhou a temporada do Manchester United, ao impedir que os campeões ingleses conseguissem uma dobradinha em Wembley.
Vice da liga inglesa este ano, o Chelsea não demonstrou nenhum desejo de tentar superar em pontos seus adversários no entediante 1 x 0 de sábado no novo estádio.
Ao invés disso, os homens de José Mourinho deixaram claro logo no início que não iriam permitir ao United a liberdade de movimentos que Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney necessitam para brilhar, mesmo se isso significasse transformar uma partida disputada em uma guerra de trincheira.
Faltou inspiração a Ronaldo, três vezes eleito Jogador do Ano, que foi contido pela marcação do português Paulo Ferreira.
Rooney representou uma ameaça muito maior, e suas disparadas na área do Chelsea ofereceram alguns dos poucos destaques do jogo.
Mas mesmo o atacante inglês teve dificuldades para intimidar a retaguarda do Chelsea, blindada por Claude Makelele e pelo impressionante John Obi Mikel.
Mikel, que fez 20 anos algumas semanas antes da final, parecia prestes a se juntar ao United, mas um problema com sua transferência levou o nigeriano ao Stamford Bridge em 2006.
No sábado, ele mostrou o que o United perdeu vencendo muitas disputas de bola e dando ótimos passes, e pode fazer sombra a Paul Scholes facilmente.
- Para mim, o garoto foi o rei da partida, foi o veredicto de Mourinho.
- Ele controlou o jogo como quis, teve a posse de bola todo o tempo, passou e controlou o ritmo. Ele foi inacreditável.
O outro ás na mão de Mourinho foi Didier Drogba, cujos dois gols levaram o Chelsea à final da Copa da Liga três meses atrás contra o Arsenal e foi artilheiro do campeonato inglês com 20 gols.
O jogador marcou o gol da vitória, seu 33º e último em uma temporada fantástica, e deixou Mourinho e os torcedores se perguntando como as coisas poderiam ter sido.
- Não sou mágico, não sei prever as coisas, disse Mourinho ao relembrar uma campanha assombrada por inúmeras contusões.
- Mas se chegamos aqui com jogadores mancando e perdendo um companheiro importante a cada semana, podemos perguntar: como teria sido a temporada do Chelsea se Petr Cech, John Terry e Ricardo Carvalho não tivessem ficado fora durante meses, com Michael Essien jogando no centro da defesa e Arjen Robben e Ashley Cole mancando? Como teria sido sem esse problemas?
A conquista de sábado sem dúvida estabeleceu um marco para a próxima temporada, e o United pode esperar tempos difíceis se o Chelsea não for assombrado pela mesma praga de contusões, sobretudo do goleiro Cech.
O Chelsea, entretanto, vai sofrer quando a Copa da África exigir a presença de Drogba, seu compatriota Salomon Kalou, Mikel e Essien, este último para a seleção de Gana, durante janeiro e fevereiro de 2008.