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RIO - O piloto de uma lancha que dirigia alcoolizado e provocou o acidente no qual o iatista Lars Grael teve uma perna amputada em 1998 teve a pena de três anos de prisão confirmada nesta sexta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A condenação imposta a Carlos Guilherme de Abreu e Lima pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que foi convertida em prestação de serviços à comunidade, foi mantida pelo STJ, que não aceitou o recurso de defesa que desejava modificar a sentença para crime culposo -- sem intenção -- ou até mesmo para reconhecer a inexistência de culpa do piloto.
Na primeira instância, o piloto da lancha Laguna foi condenado a oito meses de detenção por crime culposo. Mas o TJ do Espírito Santo modificou a decisão entendendo que o piloto assumiu o risco pelo acidente por dirigir alcoolizado, em alta velocidade, em área reservada à regata.
Antes do acidente, Lars Grael, de 43 anos, conquistou duas medalhas olímpicas de bronze na classe Tornado, nos Jogos de Seul, em 1988, e de Atlanta, em 1996. Ele também foi campeão mundial da classe Snipe, em 1983.
Mesmo após a amputação da perna, o velejador continuou competindo e disputou dezenas de competição no Brasil e no exterior.
Entre 2003 e 2006, Lars foi secretário da Juventude, Esporte e Lazer do Estado de São Paulo. No início deste ano ele foi eleito presidente da Federação Brasileira de Vela e Motor, mas renunciou ao cargo semanas depois devido a problemas administrativos e financeiros na entidade oriundos da gestão anterior.