Sobe a bola para o NBB 19
Favoritos, candidatos ao rebaixamento e a expectativa dos times do Rio na temporada 2026/2027
Sobe a bola para a edição número 19 do maior campeonato de basquete da América Latina. O NBB Caixa chega à temporada 2026/2027 com perspectivas interessantes: a chance de termos um novo campeão, maior exposição dos jogos e o surgimento de novos ídolos para a modalidade.
Festa de lançamento
Para um grande campeonato, um grande evento de lançamento. A Liga Nacional de Basquete realizou uma bela festa de lançamento do NBB 2026/2027 no último dia 13, na Gávea, sede do Flamengo. A festa serviu para reafirmar as importantes parcerias com patrocinadores, que vão das caixas de som da JBL até o maior de todos: a Caixa, por meio das Loterias Caixa. Com contrato assinado para a temporada que começa neste sábado (17) com Mogi x Corinthians, a Liga ganha fôlego para entregar ao público os produtos que oferece: a temporada regular do NBB, a Copa Super 8, o Jogo das Estrelas, a Liga Ouro e os playoffs e finais.
E a exposição, enfim, vai acompanhar o tamanho do produto. Pela primeira vez, a LNB garante a transmissão de 100% dos jogos da temporada, distribuídos entre SporTV, ESPN, YouTube e Xsports. Nenhuma partida fica sem tela. Esperamos que os jogos tenham narração.
São produtos que ficam cada vez mais fortes porque, em 2026, temos um só basquete.
Não há mais nenhuma estranheza em ver a CBB junto ao NBB em eventos como este.
Os dois caminham juntos, e isso é ótimo para o basquete nacional. Aliás, falando neste assunto, deixo uma dica: fiquem de olho nos jogos do Brasil contra Estados Unidos e México, nos dias 27 e 30 de novembro. Vem coisa boa aí…
Regulamento
O NBB CAIXA 2026/2027 manteve a fórmula das últimas temporadas, com uma enxugada no número de participantes: sai o inchado campeonato de 20 clubes e entra um mais palatável, com 18 agremiações. Na fase de classificação, os 18 times se enfrentam em turno e returno, num total de 34 jogos para cada um. A vitória vale dois pontos e a derrota, um.
Os 16 primeiros avançam aos playoffs, e todas as séries, das oitavas à final, são disputadas em melhor de cinco partidas. O cruzamento é o clássico 1º x 16º, 2º x 15º e assim por diante, e a equipe de melhor campanha tem o mando dos jogos 1, 4 e 5. No meio do caminho, os oito melhores ao fim do primeiro turno garantem vaga na Copa Super 8, cujo campeão leva uma das vagas brasileiras na Champions League Américas. Na outra ponta da tabela, a margem de erro é pequena: o 17º colocado se despede sem playoffs, e o 18º é rebaixado automaticamente para a Liga Ouro, a segunda divisão nacional.
Favoritos
Desde antes da dinastia do Franca, o NBB não tinha uma edição tão imprevisível. No pelotão de cima, temos pelo menos quatro clubes com grandes chances de título. Quem encabeça a lista é o campeão paulista Mogi, reforçado por jogadores como Paulichi, Brite e a dupla Lucas Dias e Georginho. Os dois foram pilares da dinastia formada em Franca, que levou cinco títulos do NBB para a Capital do Basquete. Na cola do Mogi está o Flamengo de Yago Mateus. Falo do Rubro-Negro mais para frente neste guia.
Por fim, mesmo com saídas importantes, não dá para descartar os dois finalistas do NBB 18. Sesi Franca e Pinheiros têm dois dos técnicos mais competentes do país, Helinho Garcia e Gustavo De Conti, e podem (e gostam de) aprontar surpresas para os adversários.
Competitivos
Brasília (Dedé Barbosa) – Ficou a uma jogada de eliminar o Sesi Franca nas semifinais do NBB 18, mas sofreu bastante com o mercado. O time montado com eficiência pelos dirigentes Fulvio Chaia e Pedro Rava perdeu Paulichi e Von Hayden (ambos para o Mogi), além do armador Corvalán. A aposta agora é na juventude com a chegada de Kauan Raymundo (ex-Corinthians) e Zu Jr. (ex-Franca). Eles são os pilares de uma equipe renovada.
Minas (Paulo Bassul) – A maior novidade é o próprio técnico, que chega no lugar de Léo Costa, à frente de um elenco praticamente todo reformulado. O time conta com o retorno de Henrique Coelho, dez anos depois, e com a chegada de Elyjah Clark (ex-Corinthians), eleito o melhor ala do último NBB.
Unifacisa (Pablo Costa) – O time paraibano conseguiu trazer o armador Matheusinho (ex-Botafogo), que leva seu talento para pontuar para Campina Grande, o bom ala Charles Hinkle (ex-Mogi e Franca) e o ala-pivô Paranhos (ex-Minas).
Paulistano (Eran Sherzer) – O tradicional clube dos Jardins segue fiel à aposta na base. Reforços: o grande destaque da Liga de Desenvolvimento deste ano, o ex-tricolor Rich Udoagwa. Será que veremos o garoto no maior palco do basquete nacional?
Rebaixamento
Na parte de baixo da tabela, a briga tende a ficar entre Basket Osasco, Basquete Cearense, Pato Basquete e Caxias do Sul. Os três primeiros terminaram a última fase de classificação com campanhas idênticas: sete vitórias e 31 derrotas. Só que agora apenas um cai. O Osasco, aliás, sabe bem o valor de uma segunda chance: foi rebaixado no NBB 18 e segue na elite porque o Tatuí, campeão da Liga Ouro, abriu mão da vaga.
Times do Rio
O basquete carioca chega ao NBB 19 com a bancada reduzida. Com a queda do Vasco para a Liga Ouro, onde também está o Fluminense, o Rio de Janeiro terá apenas dois representantes na elite. Mas são dois que chegam com elencos reforçados e expectativas bem distintas: um quer voltar ao topo, o outro quer deixar de ser coadjuvante. E os dois se cruzam logo na segunda rodada.
Flamengo
Depois de cair nas quartas de final do NBB 18, o Rubro-Negro foi às compras. Chegou o técnico Demétrius Ferracciú (ex-Paulistano), e com ele vieram dois nomes de seleção que voltam para casa: o armador Yago Mateus e o ala Didi Louzada. O pacote ainda trouxe o ala-pivô Douglas dos Santos, destaque do São José, e o pivô americano Sam Freeman (ex-Quimsa, da Argentina). Ficaram Alexey Borges e Ruan Miranda, e saíram Gui Deodato, Jhonatan Luz, Shaq Johnson e Kayo Gonçalves.
O cartão de visitas é bom: bicampeonato invicto no Torneio de Abertura, com vitória sobre o Brasília na final, por 78 a 73, e a conquista do 50º Campeonato Carioca, com vitória por 84 a 77 sobre o Fluminense. Após o decisivo Fla x Flu da última quinta (15), conversamos com o técnico Demétrius Ferracciú sobre a preparação. Acompanhe abaixo.
Botafogo
O Fogão reagiu na reta final do NBB 18, garantiu vaga nos playoffs e encarou o poderoso Franca. Para esta temporada, Jorge Balbis renovou e ganhou um elenco mais pesado. O armador Ricardo Fischer (ex-Minas, Bauru, Flamengo, São Paulo e Corinthians) chega como o segundo jogador da história do NBB a alcançar 2 mil assistências. Isaac Thornton (ex-Cruzeiro) volta à casa onde foi cestinha do NBB 2023/24, com 21,7 pontos por jogo. Completam o pacote o australiano Alex Mudronja (ex-Cearense), Vithor Lersch (ex-Bauru), Pedro Nunes (ex-Vasco) e os pivôs JP Demétrio e Vini Chagas.
Se fizer valer o mando de quadra, o Alvinegro tende a ser bem competitivo.
Infelizmente, o jogo entre Botafogo e Flamengo, marcado para o dia 20 de outubro no Maracanãzinho, ficou comprometido pelo imbróglio envolvendo o uso do Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors pela Copa Sul-Americana. Até o fechamento deste guia, não tínhamos a definição desta partida.