Cair para cima

Por PEDRO RODRIGUES

A T-Mobile Arena, em Las Vegas, está próxima de receber seu próprio time da NBA

Elogiar quando uma pessoa faz o seu trabalho deveria fazer parte do jogo. É raro, mas acontece. Por isso, é louvável — e chega a ser um sopro de sanidade e normalidade — ver um dirigente tão importante da NBA responder a toda e qualquer pergunta, de veículos diversos, como ocorreu na última quarta-feira (16). O comissário da NBA, Adam Silver, falou pela primeira vez depois do escândalo Kawhi Leonard/Clippers, e foi muito bem neste e em outros assuntos. Vamos aos destaques da coletiva que mostrou um pouco do futuro da NBA.

Kawhi
A primeira manifestação pública de que essa situação estava resolvida ocorreu na noite de domingo (13). Surpreendentemente, Steve Ballmer, dono do Los Angeles Clippers e nono ser humano mais rico do mundo, publicou nas redes sociais que aceitava as sanções impostas pela NBA — perda de cinco escolhas de Draft e multa de US$ 30 milhões — e meio que pedia desculpas pelas “distrações e estresse” que a situação criou. Pelo que apurou o site The Athletic, o “Pix” de US$ 30 milhões de Ballmer já caiu.

Superada a questão e alinhados os discursos entre Clippers/NBA/Associação de Jogadores/Kawhi, a vida voltou ao normal. Assim, está confirmada a troca que mandou Leonard para o Toronto Raptors. O jogador já está até negociando uma extensão de contrato. Cair para cima é isso aí!

Do lado institucional, a NBA manda um recado aos donos de franquias de que não vai permitir estripulias, seja na questão da folha salarial, seja na contratação de agentes livres no mercado. Uma medida importante para esta atual geração de donos.


(A declaração de Steve Ballmer, dono do Clippers, sobre a punição da NBA.
NBA Europa)


Silver afirmou que a NBA continua negociando com a Euroliga sobre uma possível parceria para uma NBA Europa. Se antes, em julho, durante a Summer League, Silver afirmava que a nova liga começaria em outubro de 2027, desta vez ele foi mais evasivo: “Teremos em algum momento de 2027 uma versão dessa nova liga”.

Nada ainda de clubes e cidades interessadas. Tudo isso está “a definir em momento oportuno”, disse Adam Silver.

Puxadinho
Parece que é inevitável mesmo a expansão da NBA. De acordo com seu site oficial, o entusiasmo dos atuais donos era palpável com a possibilidade de expansão da liga para as cidades de Seattle e Las Vegas.

Zero surpresa aqui. Afinal, as projeções indicam que as duas novas equipes de expansão gerem um total de US$ 15 bilhões a US$ 18 bilhões em taxas de inscrição, que serão divididas igualmente entre os 30 proprietários de equipes existentes. Nada mal.

Las Vegas parece ser a queridinha do momento, com a possibilidade de uma renovação da arena atual, a T-Mobile Arena, ou a construção de uma nova estrutura. Silver chamou esse possível novo ginásio de um novo “palácio de entretenimento moderno”.

A arquitetura de Vegas é bem kitsch, estilo que celebra o excesso, o humor, a mistura de referências e a rebeldia contra a sobriedade do design tradicional. Pelo nosso lado, torcemos, portanto, por um ginásio em Las Vegas com temática da ABA, todo setentista.
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Terminou na última sexta-feira (17), na sede de Rio Claro, a Série Prata da LDB, a Liga de Desenvolvimento. O Mogi ficou com o título após vencer o Flamengo por 82 a 75. Os jovens dos dois times anteciparam o que pode ser considerado o primeiro encontro decisivo das duas equipes nesta temporada.

O Mogi soube segurar a pressão do rubro-negro, que chegou a estar 17 pontos atrás no placar e, por muito pouco, não chegou ao empate. O pivô mogiano Vitoriano foi o destaque, com um duplo-duplo: 28 pontos e 10 rebotes. Ele foi o MVP da Série Prata.

Porém, o grande destaque dessa fase da LDB foi a sensacional decisão do terceiro lugar. O Fluminense venceu, de virada e na prorrogação, o Bauru por 80 a 76, em um jogo que merecia, pelo menos, narração na transmissão.

Essa vitória e a excelente campanha do Fluminense têm como protagonista o excelente prospecto tricolor Richard Udoagwa, que fechou sua participação com 13 pontos e 23 (!!) rebotes.

No jogo anterior, na semifinal contra o Mogi, Udoagwa bateu o recorde de rebotes da LDB, com 33 (!!!!). O recorde anterior era do então rubro-negro, Cristiano Felício, com 29.

O potencial de Rich Udoagwa é absurdo.

Olho nele!