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Real Madrid vence Borússia Dortmund e levanta a 15ª taça da Copa da Europa
Por ESPORTES JB
redacao@jb.com.br
Publicado em 01/06/2024 às 19:03
Alterado em 01/06/2024 às 19:40

O Real Madrid sagrou-se rei da Europa pela 15ª vez com uma vitória por 2-0 sobre o Borussia Dortmund na final da Liga dos Campeões, num Wembley ruidoso, neste sábado (1º), quando foi sufocado durante uma hora, mas depois mostrou a sua autoridade.
Depois de o Dortmund ter criado, mas desperdiçado, várias boas chances, principalmente em um primeiro tempo equilibrado, o Real assumiu o controle quando Dani Carvajal cabeceou aos 74 minutos e Vinicius Jr disparou o segundo gol nove minutos depois.
A vitória garantiu o troféu pela sexta vez em 11 temporadas, igualando a sequência da equipe que iniciou o caso de amor do Real com a Copa da Europa, tendo vencido as cinco primeiras edições da competição de elite do continente a partir de 1956 e outra em 1966.
Surpreendentemente, foi o 10º triunfo consecutivo do Real numa final europeia - a última derrota aconteceu frente ao Aberdeen, na Taça dos Vencedores, há 41 anos.
Foi também a quinta champions como treinador do Real de Carlo Ancelotti, que também ganhou o troféu duas vezes como jogador do Milan.
"Nunca me acostumei, porque foi difícil, muito difícil, mais do que o esperado", disse o italiano. "No segundo tempo fomos melhores, esse é um sonho que continua."
Carvajal resumiu a partida perfeitamente após a última em uma sequência aparentemente interminável de reviravoltas tardias para sua equipe, que completou uma dobradinha LaLiga-Liga dos Campeões.
"Depois do primeiro tempo, nem merecíamos ir para o vestiário com um placar igual", disse. "Mas saímos do primeiro tempo vivos, sabendo que teríamos nosso momento... e aqui está".
Os alemães tiveram um primeiro tempo de sonho em todos os aspectos.
A primeira boa chance veio aos 21 minutos, quando Karim Adeyemi ampliou demais ao driblar o goleiro Thibaut Courtois.
Depois, veio uma enxurrada de novas oportunidades, com Niclas Fuellkrug acertando a trave e chutes rasteiros de Julian Brandt e Marcel Sabitzer sendo salvos por Courtois, fazendo apenas sua quinta aparição em uma temporada marcada por lesões.
PAREDE AMARELA
O Dortmund vinha atacando com seus próprios torcedores que, festejando a primeira final de Liga dos Campeões de seu time desde 201,3 e apenas a terceira de sua história, fizeram o possível para reproduzir a atmosfera de muralha amarela de seu Westfalenstadion, com barulho e canto unificado que abalaram o estádio.
O Real Madrid parecia mais animado desde o início do segundo tempo, com o goleiro do Dortmund, Gregor Kobel, salvando uma cobrança de falta de Toni Kroos, e Carvajal olhando uma cabeçada por cima.
Courtois, então, salvou uma cabeçada de Fuellkrug e, para a surpresa de ninguém no estádio, o Dortmund logo errou as faltas quando o lateral Carvajal, de 1,72 cm, subiu para encontrar um escanteio de Kroos e cabecear para dentro do gol.
A assistência foi uma forma adequada para o médio internacional alemão Kroos marcar o seu último jogo pelo clube, enquanto Carvajal, Nacho e Luka Modric igualaram o recorde de seis títulos do Real.
O Real Madrid assumiu o comando a partir daí e conseguiu o segundo gol quando Ian Maatsen, do Dortmund, deu a bola na beira da própria área, o meia Jude Bellingham alimentou Vinicius Jr, e o brasileiro disparou.
Os incríveis torcedores do Dortmund continuaram a cantar na derrota, embora eles e os seus jogadores soubessem que esta foi uma oportunidade perdida que vai doer durante muito tempo.
"Hoje vimos uma equipe do Dortmund que queremos ver", disse o técnico Edin Terzic, cuja equipe terminou em quinto lugar na Bundesliga. "Fizemos um jogo fantástico e talvez merecemos um pouco mais do que perder por 2 a 0. No primeiro tempo, sentimos que os tínhamos chance. Desde o primeiro segundo mostramos ao mundo que acreditávamos na vitória. Fizemos muitas coisas certas, mas eles tinham esse instinto assassino. Estavam gelados e são merecidos campeões". (com Reuters)