Com falha feia de Douglas Borges, Botafogo perde por 1 a 0 para o Atlético-MG

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Vitor Silva/Botafogo
Credit...Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo foi competitivo e equilibrou o jogo, mais até do que o previsto, pela força do Atlético-MG e os próprios desfalques do Glorioso. Porém, não resistiu a um erro de Gustavo Sauer e a uma falha grosseira de Douglas Borges no mesmo lance, que representou o gol de Zaracho, o da vitória por 1 a 0 do time mineiro, neste domingo, no Estádio Nilton Santos.

Comandado por Luís Castro, o Botafogo segue com 21 pontos no Campeonato Brasileiro a duas rodadas do turno, na 11ª posição e não consegue se afastar da zona de rebaixamento.

O técnico português apostou em manter o esquema com linha de quatro, mas com o Botafogo mais retraído e apostando em contra-ataques. O time foi competitivo e equilibrou o jogo no primeiro tempo, com algumas chances de escape.

O primeiro lance de perigo da partida foi bastante polêmica. Após bate-rebate na área, Philipe Sampaio cortou com o tronco finalização que ia na direção do gol e Kanu salvou quase em cima da linha. O árbitro Raphael Claus conseguiu enxergar um pênalti, inexistente, aos 13. Após mais de cinco minutos e revisão no VAR, ele voltou atrás.

No segundo tempo, porém, o relativo equilíbrio acabou. Por culpa do Botafogo, que cometeu seguidos erros defensivos. Logo aos 2, Mariano cruzou da direita, todo mundo só olhou e Nacho, livre, mandou para fora. Aos 17, Saravia foi cortar cruzamento e ajeitou no pé de Arana. Por sorte, Philipe Sampaio travou o chute.

O terceiro erro defensivo consecutivo foi fatal, até por ser duplo. Gustavo Sauer interceptou bola na área, mas não zerou a jogada, dominou e a deixou viva, Zaracho cruzou de forma estranha e encobriu Douglas Borges, que teve péssimo tempo de reação no lance. 1 a 0 para o Atlético-MG aos 9.

Em lance bem parecido, Erison cruzou na direção do gol aos 11, mas Everson fez grande defesa. No rebote, Tchê Tchê finalizou na pequena área, travado por Allan. Pouco depois, Saravia pediu pênalti após jogada individual e choque com Alonso. O árbitro acompanhou de perto e disse não.

Luís Castro teve que mudar. Por opção, Jeffinho no lugar de Gustavo Sauer. Por necessidade (problema físico), DG saiu para o zagueiro Lucas Mezenga entrar improvisado na lateral.

Com base na coragem e no embalo da torcida, o Botafogo tentou pressionar. Erison teve uma bola pela direita, limpou e bateu, mas a zaga travou. Aos 28, Lucas Mezenga até mandou de cabeça para a rede, mas a jogada estava parada antes da cobrança de escanteio.

Ensaboado, Jeffinho era uma boa opção. Dava dribles, passes e arriscava lances individuais. Aos 32, tentou de fora da área, por cima. Mas era pouco. O Botafogo não tinha força, enquanto o Atlético-MG só amarrava o jogo, buscando segurar o resultado até o fim.

Teve uma última pressão, com chutes de Matheus Nascimento e Lucas Fernandes defendidos por Everson. Já aos 50, Hulk cobrou falta de muito longe, Douglas Borges (mal posicionado) deu leve toque, a bola bateu no travessão e voltou para Keno marcar, após possível pênalti de Del Piage. Mas havia impedimento. Ficou mesmo no 1 a 0.


Próximos jogos do Botafogo

O Botafogo volta a campo já na próxima quarta-feira, para enfrentar o Santos, às 21h30, na Vila Belmiro. No sábado, o time alvinegro recebe o Athletico-PR no Estádio Nilton Santos.

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