NAS QUADRAS - Tudo sobre basquete

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Que cenário único o destino montou para a NBA para estas finais! Somente um apostador insano cravaria que as principais estrelas cairiam uma a uma por lesões (Lebron, Durant, Leonard), times de mercados menores como o Phoenix e o Milwaukee avançaram para o palco mais alto e, para completar, as finais ocorrem no começo do verão americano. Todos os acontecimentos descritos são para a Liga.

Para sorte dos fãs da NBA, os dois jogos das Finais, se não foram um primor de competitividade, tiveram ingredientes para manter os espectadores/internautas/influencers ligados até o último segundo. No primeiro jogo, nada como um belo jogo de cena em redes sociais para gerar aquele belo engajamento. Faltando meia-hora para o jogo, o Bucks confirma que o Grego Giannis Antetokounmpo vai para o jogo. Uma surpresa sem dúvida já que a lesão de joelho sofrida pelo 2 vezes MVP contra o Atlanta nas finais de conferência parecia muito séria. Do outro lado da quadra, o Phoenix Suns não repetiu a performance do primeiro jogo da final contra os Bulls de 1993, última vez que o time esteve nas Finais. Se em 93 o time era visível o nervosismo dos jogadores do Suns, este grupo mostrou excelente preparo mental para encarar as finais. Ajuda muito Chris Paul fazendo a sua parte com um belo segundo tempo. O armador do Suns infernizou a defesa do Bucks, em particular Brook Lopez e Bobby Portis. Vitória para o time do Arizona por 118 a 105.

Jogo 1

O número que fez os olhos da NBA brilharem depois do jogo 1 não foram os 32 pontos e 9 assistências de Chris Paul, mas o aumento em quase 13% na audiência no importante mercado americano em relação à final do ano passado. Nas cidades dos times envolvidos nas finais a NBA registrou a maior audiência dos últimos 20 anos em finais.

No jogo 2, o Bucks mostrou ao mundo a experiência de ser um torcedor da franquia nesta era atual. Enquanto Giannis Antetokounmpo fazia 42 pontos, seus companheiros de time deixavam a desejar. Depois de muito tempo, mais precisamente do minuto 40 das semis do Leste contra o Nets, Khris Middleton ( 5/16 de arremessos de quadra e 1/6 de três pontos) e Jrue Holiday (7/21 de arremessos de quadra) tiveram atuações pífias e enterraram as chances do Bucks de levar o jogo 2. O Suns mostrou força mesmo sem contar com Dario Saric que rompeu o ligamento no jogo 1, mas contou com uma bela atuação do jovem Mikal Bridges, 27 pontos e 7 rebotes. Inclusive quando Bridges joga bem, o Suns tem um gigantesco desafogo para Devin Booker e Chris Paul. Paul continua sendo o "ator principal” nesta história e escreveu outro belo capítulo na segunda participação em jogos das finais.

Jogo 2 


NBA House

A NBA Brasil não perdeu a oportunidade de criar uma NBA House mesmo com a insuportável pandemia que assola o país. Contando uma excelente experiência digital ao fã de basquete aficionado uma forma digital no endereço nbahouse.com.br.

Destacamos as entrevistas com grandes lendas como Toni Kukoc e James Worthy. O que mais nos chama a atenção será a homenagem ao pivô brasileiro Nenê que vai anunciar sua aposentadoria durante a entrevista. A Liga promete fazer um apanhado dos melhores momentos na NBA e reverenciar o jogador que abriu portas para craques como Leandrinho, Thiago Splitter e Anderson Varejão. Fiquem de olho que cada dia tem uma atividade diferente.

Hamster
A derrota da Seleção Brasileira contra a Alemanha no pré-olímpico de Split na Croácia abriu todas as feridas que nunca foram cicatrizadas no basquete nacional. Este assunto é repetitivo com literalmente as mesmas questões, reações, polêmicas e até piadas. Seria muito interessante se todas as partes (confederação, federações e ligas) se unissem pela sua sobrevivência e do esporte por aqui.

Podemos aqui discutir a atuação dos jogadores na partida final, algumas más escolhas do técnico Petrovic e reações on-line, mas tudo isso é consequência, e não ação. Enquanto o basquete nacional não tiver ações efetivas, sensatas e realistas ficaremos sempre no quase.

Tudo tem que ser repensado e para isso precisamos saber qual é a nossa real situação. O trabalho chega ser quase uma auditoria. Será duro, mas temos que responder a questões básicas: qual é a real situação do basquete nacional? Quem consome e quer consumir o esporte? E, finalmente, qual é a meta esportiva realista que pode ser alcançada?

Não adianta pensar em medalha e glorias se o futuro está comprometido. As divisões de base, nossa geração olímpica futura, está sem jogar desde 2019 por conta da pandemia. Perdemos 2, 3 anos para formar os poucos atletas jovens que temos.

Um dos mantras que precisa cair por terra é que o basquete tem que recuperar o lugar de segundo esporte no coração do brasileiro. Se não ocorrer uma mexida rápida este lugar não será ocupado pelo nem olímpico vôlei e sim pela NBA. Ou enfrentamos a questão de repensar a modalidade como um todo ou ficaremos como mercados como a Índia. Seremos apenas meros consumidores de basquete da NBA e pouquíssimas iniciativas locais?